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segunda-feira, 28 de março de 2016

Busca de Palavras e Assuntos - Livros do Cangaço

AUXÍLIO AUTOMÁTICO PARA BUSCA DE PALAVRAS OU ASSUNTOS

Sumário
Página 1

Prefácio 11

Introdução, agradecimento, escusas e advertimentos 13

1. A figura de Lampião emoldurada no contexto histórico e no ambiente em que viveu
— Bandido ou herói?   17
— A realidade e a fantasia   23
— Lampião e seu rifle vingador  28

2. Causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste
— Latifúndio, desigualdade e violência  29
— As secas e o desgoverno  30
— Infraestrutura deficiente e carência de políticas públicas eficazes  30
— Coronelismo   31
— O tempo das questões   36

3. Banditismo — fenômeno universal: classificação, incidência e tipos
— Bando, quadrilha e cangaço   37
— Tipos de bandidos  37

4. As volantes e o cangaço — Soldados e cachimbos   40
— Os comandantes  40
— As duas pragas  41

5. Os precursores de Lampião
— Cangaceiro
— a profissão da moda   44
— Cabeleira  44
— Lucas da Feira   44
— Sereno  45
— Cirino Guabiraba   45
— Quirino  45
— Inocêncio Vermelho e João Calangro  46
— Viriato  46
— Jesuíno Brilhante   47
— Antônio Silvino  48
— Zezinho dos Laços e os Cauaçus, de Jequié  52
— Manezinho da Barra das Almas  52
— Manoel Monte   53

6. Sinhô Pereira, o comandante de Lampião
— Titãs do Pajeú   55
— Família Carvalho  55
— Família Barbosa Nogueira  56
— Família Pereira  56
— A guerra de Vila Bela  57

7. Nascimento, infância e juventude de Virgolino na Ribeira do São Domingos
— O nascimento de Virgolino   66
— Família Ferreira Lima  68
— Famílias Lopes, Vieira e Timóteo de Lima  69
— Laços familiares entre os Ferreira Lima e os Vieira Lopes  69
— Ligações dos Ferreira com outras famílias do Pajeú  70
— O casamento de José Ferreira e Maria Lopes  70
— Infância e adolescência: alegres travessuras de um garoto sertanejo  72

8. Os Ferreira e a política   77

9. Atrito entre os Ferreira e os Saturnino   79

10. A primeira mudança
— Poço do Negro   84
— O casamento de Virtuosa e a Festa de São João  85
— Novo atrito com Zé Saturnino  86

11. Antônio Matilde
— Bigode de Arame  87
— Antônio Matilde e Cassimiro Honório na guerra contra José de Sousa  87
— Matilde da Mutuca   88
— Espingardeiro de coronéis  89

12. Estranhos no ninho: desavenças com os nazarenos   90

13. A segunda mudança
— Olho d'Agua de Fora  91
— Quando se acaba a terra de Deus   93

14. O ataque à Serra Vermelha e o tiroteio da Lagoa da Laje  94

15. Os Ferreira e os Porcino de Lacerda  96

16. Novo ataque ao inimigo  96

17. A prisão de João Ferreira  97

18. A terceira mudança e a morte de dona Maria Lopes  98

19. Antônio Matilde pune o delegado de Pariconha  99

20. O assassinato de José Ferreira pela polícia de Alagoas  99

Página 2

21. Os primeiros combates com as forças de Alagoas e Pernambuco
- Virgulino Ferreira, vulgo "Lampeão"  103
- "Os Matildes" e "os Porcinos"  104
- O primeiro grande combate: Poço Branco   104
- A destruição dos Quirino   105
- Dispersão do grupo  106

22. Sinhô Pereira e o aprendiz de cangaceiro
- O encontro com o mestre   107
- O aniversário de dona Jacoza, a mulher rendeira   107
- De passagem pela Serra Vermelha  107
- Os primeiros combates dos Ferreira no bando de Sinhô Pereira   108
- Adjutório ao Major Zé Inácio   109
- Livino de olho no rifle de Optato  110
-- Proeza do mestre na Serra da Forquilha   110
- Refrega no Riacho Tamboril   110
- Ultimo combate de Sinhô Pereira: fazenda Tabuleiro   110
- O assalto ao casarão da Baronesa de Agua Branca  111
- Lampião volta a atormentar os Quirino   112
- O ímpio fanfarrão   113
- Endoidando o tenente   113
- A morte de Manoel Cipriano, o delator   114
- A reconciliação dos Ferreira com os nazarenos  115
- Sinhô Pereira deixa o cangaço  115
- Vida nova em Goiás: Chico Piauí e Zeca Piauí   117
- Chico Maranhão e Zeca Maranhão: os protegidos do coronel Farnese  119
- Os últimos dias de Sinhô Pereira e Luís Padre  120

23. Lampião faz justiça à sua maneira
- O vingador  122
- Desagravo a loiô Maroto
- a morte do coronel Gonzaga   122
- Mais vingança  123
- O combate do Tear   124

24. O casamento de Maria Licor: entrevero em Nazaré - Expectativa do casório   125
- Lampião e o padre Kehrle   126
- Celebração, festa e contrafesta   126
- Missa e tiroteio  127

25. Os Ferreira e os nazarenos
- Os cabras de Nazaré  129
- Manoel Neto   130
- Perseguição à família Ferreira   131
- O combate de Barriguda
- batismo de fogo dos Cabras de Nazaré   132
- Emboscada de Enforcado: os primeiros nazarenos feridos em combate   132

26. O protegido do coronel Zé Pereira, de Princesa
- Lampião e o caudilho paraibano  133
- Zé Pereira, Marcolino, Marcolino, Xandu e Xandu  135

27. A triste sina de Luís Pedro do Retiro  136

28. Félix da Mata Redonda, o homem de sete vidas  137

29. Sabino das Abóboras
- Fazenda Abóboras, covil de jagunços   138
- O filho bastardo do coronel Marçal  138

30. Clima de eleição na Baixa Verde   140

31. Quelé: cangaceiro e soldado   141

32. O vingador retorna ao Pajeú e Moxotó
- Acertando as contas com Tibúrcio da Serra Vermelha   142
- Completando a destruição dos Quirino   143
- O falecimento de dona Jacoza   143

33. Lampião é ferido na Lagoa do Vieira e escapa por pouco na Serra das Panelas   144

34. A morte de Antônio Rosa, por Livino Ferreira   148

35. O saque de Sousa - Antecedentes: o caso de Chico Pereira  149
- Uma cidade indefesa   150

36. A Guerra da Baixa Verde
- A reação de Zé Pereira   153
- A morte de Meia-Noite, o cabra que valia por dez   155

37. Chico Pereira, o bode expiatório   157

38. A Revolta de Princesa, cangaço e a Revolução de 30  164

39. Lampião, o redivivo: sombra e água fresca no Pajeú e Navio
- As mortes de Olímpio Jurubeba e Inocêncio Nogueira, na fazenda Baixas  166
- Folias no Bandeira e em São João do Barro Vermelho  167
- Lampião passeia em Vila Bela 168
- Noite de Natal em Betânia  168
- Lampião incendeia fazendas de Zé Pereira no Navio 168
- Incêndios em Nazaré e tiroteio na fazenda Cachoeira 169
- Em Custódia, "a negócios"   169
- A raposa e os caçadores  170
- Pagando promessa no cemitério 170

Página 3

40. O ataque a Mata Grande no sábado de Carnaval  172

41. Serrote Preto  173

42. Emboscada na Grota do Saco   177

43. Lampião em São Caetano do Navio   179

44. O suplício de Zé Calu e a morte de Livino Ferreira, o Vassoura   180

45. Tentando vingar a morte de Livino   183

46. Breve incursão pelo Ceará
— notícias da Coluna Prestes   183

47. Combate de Xiquexique: a morte de Idelfonso Flor   183

48. Natal em Cipó  184

49. Desforra com os nazarenos e outros desafetos
— As mortes de Antônio e João Néu  185
— Desavenças com os Marcolino do Navio
— os Folhiços   185
— Escaramuça na fazenda Barreiros  185
— Revide: o assassinato de José Paulo Lopes, primo de Lampião  185

50. Combate de Caraíbas: a "morte" de Lampião e a promoção do tenente Optato Gueiros   187

51. Lampião e a Coluna Prestes   189

52. Represália contra os Cabras de Nazaré   189

53. A morte de José Nogueira   190

54. Lampião no Juazeiro do Padre Cícero
— Lampião e o Ceará   191
— A Coluna Prestes   191
— O defensor da Pátria   192
— A caminho do Juazeiro   193
— 4 de março de 1926: Lampião chega à Cidade Santa  194
— Fotos, entrevista e visita do Padre Cícero  195
— Capitão Virgulino   196
— Continuação da entrevista  197
— O Batalhão de Lampião pronto para a guerra  198
— Missa e despedida  198
— Manobras militares, festas, desfeitas e a volta ao cangaço  198

55. O casamento de Angélica   201

56. O Capitão ultrajado   202

57. Sabino Gomes ataca Triunfo  202

58. Um furacão varre Alagoas   204

59. Desfile triunfal do Capitão Virgulino em São Francisco do Pajeú   207

60. Mais um ataque à Serra Vermelha  208

61. Aliança de Lampião com os Novaes   209

62. A chacina da família Gilo   209

63. Lampião em Cabrobó  212

64. Arteirices da raposa das caatingas
— Incursão por Leopoldina e Granito  214
— Os Engrácia entram no bando  214
— Chá Preto em Itacuruba  214
— O Capitão Virgulino é ferido na fazenda Tigre: boatos e verdades  215
— Peripécias de Sabino e Antônio Ferreira   215
— Virgulino batiza quatro crianças no Moxotó   215
— A questão dos Faceiro contra Manoel Vítor  216
— Folgança no Poço do Ferro  216

65. Zé Saturnino na polícia
— De soldado a sargento, num só dia   216
— Batismo de fogo de Zé Saturnino na fazenda Favela   217

66. A Batalha da Serra Grande  218

67. A morte de Antônio Ferreira, o Esperança   225

68. Fandango no Ceará  227

69. Nova razia por Alagoas   228

70. Pernambuco aperta o cerco
— Parentes e amigos de Lampião são presos no Juazeiro  230
— A Lei do Diabo   231

71. Chico Chicote: a Tragédia das Guaribas
— Arrelias políticas no Cariri  232
— Lampião e "os bonzinhos"  232
— A chacina de Salvaterra pelos Homens da Lei   233
— O tenente truculento e a morte de Chico Chicote   233

72. Os primeiros crimes de Lampião no Ceará   238

73. Ezequiel e Virgínio entram no bando  238

74- Jararaca em Carnaíba de Flores  239

75. Guerra de propaganda   239

Página 4

76. O ousado ataque a Mossoró
— Os motivos e os preparativos da empreitada   240
— Massilon saqueia Apodi e Gavião   241
— Lampião em Belém do Arrojado e o retorno à Serra do Diamante  242
— Refazendo os planos   242
— 9 de junho: a caminho de Mossoró  243
— Segundo dia de viagem: 10 de junho  243
— Terceiro dia: 11 de junho  244
— Quarto dia: 12 de junho   245
— A prisão de Antônio Gurgel   246
— Pouso de Pregmácio  246
— Pernoite em São Sebastião   247
— Alvoroço em Mossoró   247
— Quinto dia: 13 de junho
— ameaças e blefes   248
— O assédio à casa do prefeito de Mossoró  250
— Colchete, o morto   254
— Captura e trucidação de Jararaca   255
— A retirada, rumo ao Ceará   258
— 14 de junho: Chapada do Apodi  258
— 15 de junho: Limoeiro do Norte   259
— 16 de junho: Tabuleiro de Areia, Armador e Arara   261
— 17 de junho: Saco do Garcia — começa a Guerra do Jaguaribe   261
— 18 de junho: resgate de Joaquim Moreira   261
— 19 de junho: fome e sede  261
— 20 de junho: de déu em déu  262
— 21 de junho: emboscada no Serrote da Roda   262
— 22 de junho: a situação dos reféns  262
— 23 de junho: a polícia localiza o bando   262
— 24 de junho: o cerco  263
— 25 de junho: o combate de Macambira   263
— Liberação dos reféns  264
— 26 e 27 de junho: novo cerco no Velame  264
— 28 de junho: no rumo do Cariri  265
— 29 dc junho: emboscada de medrosos   265
— 30 de junho: bordejando as Lavras  265
— 1° de julho: enfim, em casa...   265
— A traição de Isaías Arruda: fogo na fazenda Ipueiras  266
— O rescaldo do ataque a Mossoró  267

77. O propósito temerário da Baronesa Buckop   270

78. Lampião recolhe os seus tesouros   270

79. A morte de Sabino Gomes  272

80. A fuga para a Bahia  275

81. Lampião e o coronel Petro  277

82. "O Home"  280

83. A polícia da Bahia dá sinais de vida   280

84. Corisco volta ao bando e traz consigo o "primo" Arvoredo   281

85. Reconhecendo o terreno
— Cumbe   281
— Atoleiro, festa e namoro na Carnaíba do Meio  282
— Tucano  283
— Pombal  283
— Bom Conselho   284
— O encontro com João Sá em Sítio do Quinto   284

86. Curralinho: primeiro combate com a polícia baiana   288

87. Mergulhão, o primeiro cangaceiro morto na Bahia: o combate de Abóbora   291

88. A cabeça de Lampião é posta a prêmio   294

89. Lampião em Brejo do Burgo  294

90. Como Bosta Seca virou Volta Seca   294

91. Primeira incursão por Sergipe: Carira   296

92. De volta aos domínios do coronel João Sá
— Passagem por Mirandela, Pombal e Amparo   297
— "Fogo amigo" no tanque do Carita   297
— Macacos sem rabo   297
— Novo tiroteio no Caritá  298

93. Giro pelas caatingas de Juazeiro e Curaçá   299

94. Labareda no bando   300

95. Lampião assiste à missa em Poço Redondo   302

96. O Capitão Virgulino na Boca da Mata   307

97. Danação no Saco do Ribeiro   311

98. Lampião na Batinga e no Batequerê   313

99. Primeira passagem por Alagadiço, e pernoite na Lagoa Comprida   313

100. Tiroteio em Pinhão   314

101. O combate de Caroá   314

102. Pânico em Juazeiro da Bahia  315

103. Banzé e os meninos das bordas do Raso da Catarina   316

Página 5

104. Saques, depredações e mortes nos sertões da Bahia
— Lampião toca fogo na estação ferroviária de Itumirim   316
— Passagem por Campo Formoso   318
— A chacina de Brejão da Caatinga   318
— A tragédia do Km 374   320
— Nos arredores de Morro do Chapéu  321
— Lampião e o capitão Arnóbio   322
— Cruzando o Salitre   323

105. Reforços, pilhagens e o massacre de Carro Quebrado
— Reencontro com o Gringo das Bíblias   324
— De volta a Abóbora  324
— Os Engrácia voltam ao bando   324
— Nanum e seus amigos engrossam o bando de Corisco   324
— O saque de Icozeira   324
— Lampião e o coronel Domingos Rodrigues   325
— Recado aos "garimpeiros"  325
— Galhofa com o capitão Macedo   325
— O ataque a Riacho Seco e o tiroteio de Tanque Novo   325
— Pilhagem em Santa Rosa   326
— O assalto a Canoa   327
— Tanquinho do Poço
— desentendimento com Corisco   327
— Incursão por Andorinha, Rio do Peixe, Saúde e André João   327
— O massacre de Carro Quebrado   328

106. Missa, casamento e folia na caatinga
— Missa, confraternização e conselhos do padre Emílio   329
— Festa de casamento e entrevero com Periquito   329

107. Pernambucanos contratados pela polícia baiana  330

108. A temerária travessia do Raso da Catarina   330

109. Lampião em Dores e Capela — Primeira passagem por Dores   332
— Lampião visita Capela, a Princesa dos Tabuleiros   333

110. Encontros com Antônio Caixeiro e Eronides de Carvalho
— Colusão na Borda da Mata  336
— Visita a Eronides de Carvalho na fazenda Jaramataia   337 ~
— De volta à Bahia: passagem por Aquidabã e Tamanduá   338

111. Escaramuça na fazenda Riachuelo   338

112. Pândega em Cansanção   338

113. O massacre de Queimadas   340

114. Gavião no Museu Nina Rodrigues   345

115. A heroica resistência de Mirandela   346

116. O suplício de Domiciano Pereira, por Corisco   348

117. Combate noturno nos arredores de Juazeiro  348

118. A campanha contra o cangaço vista nos bastidores   350

119. A maligna trindade: Lampião, Corisco e Antônio de Engrácia   352

120. O massacre da família de Manoel Salina   352

121. Segunda passagem de Lampião por Alagadiço   354

122. As mortes de Sabiá, Mourão e Mormaço, e a dissidência dos Engrácia   356

123. Corisco faz reféns no Engenho Calumbi   358

124. Lampião assedia o balneário Caldas de Cipó   359

125. O esquartejamento do tenente Geminiano na fazenda Mandacaru   360

126. Trilha de sangue nas caatingas de Quijingue, Monte Santo e Uauá  361

127. Nova razia por Sergipe
— Segunda visita a Antônio Caixeiro   362
— Lampião passeia em Propriá   363
— Barbárie na vila de Aquidabã   363
— Tiroteio em Capela   364
— Segunda vez em Dores: morte e castração   365
— Desordens nos arredores de Anápolis   366

128. A caravana do terror visita Pernambuco e Alagoas
— As mortes de Leriano Sá e Pedro Juremeira   368
— O encontro com o vendedor de redes em Jatobá   368
— Passagem pela estação da Quixaba, rumo a Pariconha   369
— Razia por Agua Branca e Mata Grande   369
— A prisão dos missionários americanos   369
— José Paulo, o sortudo   370
— O encontro com o sargento Maurício: terror em Mariana   370
— Troca de tiros com os cabras do coronel Chico Martins   370
— A captura do coronel João Nunes   371

129. Lampião apaixona-se por Maria, a bonita primeira-dama do cangaço   373

130. Mulheres no cangaço   377

131. Lampião, o onipresente   381

Página 6

132. Chorrochó e Feira do Pau: ninho de cobras
- A saga da família Ribeiro da Silva   383
- A morte de João Carpina   384
- Desavença familiar   384
- A morte de Antônio de Seu Naro   385
- Zé de Lídia, o Zé Sereno   385
- A "morte" de Antônio de Engrácia   386

133. A expedição Chevalier, a Perfumaria Lopes e os carrapatos de Optato Gueiros   390

134. A suposta morte de Ezequiel Ferreira, o Ponto Fino   391

135. Dadá é apresentada a Lampião   397

136. Durvinha de Pedro Gomes vira cangaceira   397

137. Lampião põe fogo nas fazendas do coronel Petro  398

138. O ataque à Várzea da Ema  399

139. De volta às caatingas de Maçacará   402

140. Noite de São João na Serra do Chico  403

141. Volantes pernambucanas no sertão da Bahia   404

142. Lampião passeia em Pernambuco   405

143. O esquartejamento de Herculano Borges por Corisco, o vingador   405

144. O capitão João Facó e sua primeira "viagem de inspeção"  408

145. Diabruras de Corisco no Sítio do Tará   408

146. Breve pendenga de Lampião com os Brito de Propriá   410

147. Lampião e o carrasco ferrador em Canindé
- O coito de Maranduba   411
- A mutreta   411
- O interrogatório de Chico Vaqueiro   412
- Terror em Canindé   414

148. O combate de Maranduba
- Os cangaceiros   416
- A polícia   416
- Os cangaceiros   418
- A polícia  418
- Os cangaceiros   418
- A polícia   418
- Os cangaceiros   420
- O combate  420

149. A prisão de Volta Seca  424

150. Feras à procura de uma toca
- Cegonha na caatinga   431
- Corisco na Serra de Itumirim  431
- Peleja de Azulão com um tenente aviador  431
- A morte de Tempestade e as prisões de Mourão e Passarinho   431
- Sucessos e insucessos de Corisco, Cirilo e Labareda   432
- A morte de Ventania, cunhado de Corisco   432

151. Sururu na política, fuzuê no sertão
- A Revolução Constitucionalista   433
- Nova "viagem de inspeção" do capitão João Facó   433
 - A "Seca de João Miguel"  434
- Suor, perfume e cachaça   435

152. A chacina da fazenda Couro: primeiras mortes em terras sergipanas   435

153. Corisco saqueia Paripiranga   436

154. Terceira passagem de Lampião por Alagadiço   436

155. Lampião em Nova Olinda  437

156. Incursão por Itiúba   440

157. A filha de Lampião e as especulações sobre outros filhos
- Expedita Ferreira   442
- Os "abortos" de Maria Bonita e seu filho-irmão   443
- O filho de Alvinha   443
- Luzia de Lampião e o menino de Porteiras   443
- João Peitudo   443
- José Alves, o Zé de Helena  444
- Estelina   444

158. Lampião se muda para Sergipe  445

159. A morte de Santo da Mandaçaia, por Corisco   445

160. Corisco no Salitre
- Mortes, correrias, bebedeira e fome   446
- Prisão e morte de Baliza   446

161. A vingança do filho de Manoel Salina  447

162. O suplício de um delator   447

163. As mortes de Açúcar, por Zé Borrego, e de Braúna, por Chiquinho Borrego
- O tiroteio no Burdão e a morte de Açúcar  448
- A caçada nas Baixas e a morte de Braúna   450

164. Lampião e o comandante Liberato de Carvalho: briga de compadre com comadre  451

165. Um revés atrás de outro
- As mortes de Carrasco, Bentevi, Lavandeira, Baliza, Cravinho, Vereda, Ferrugem e Avião   453
 - A deserção de Esperança e as mortes de Cocada e Gavião   453

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166. A raposa das caatingas e os "tenentes"  455

167. Quarta passagem de Lampião por Alagadiço  455

168. As mortes dos dois Meia-Noite, dos Engrácia  455

169. Lampião em Sento Sé   457

170. Flanando no Vale do Salitre   457

171. Tentativa de envenenamento  458

172. Lagoa do Limo: as mortes de Azulão, Canjica, Zabelê e Maria Eudora   459

173. O reino do cangaço
- A fazenda de Lampião   462
- Os coitos prediletos   462
- A divisão do reino   463

174. Poço Redondo, a capital do cangaço
- A profissão da moda   464
- Cangaceiros sergipanos   465
- Primeiros cabras de Poço Redondo   466
- O reverso da medalha   466
- A história de Badu   467

175. Estripulias de Corisco, o Diabo Louro   468

176. Em nome da Lei   468 177. Veneno: a nova "arma" da polícia   468

178. A morte de Arvoredo e a vingança de Calais   469

179. A proteção da padroeira e o cafute solto na caatinga
- Quinta passagem de Lampião por Alagadiço   470
- As mortes de Mangueira e Adelaide   470
- A prisão de Otília   471

180. Lampião e o governador de Sergipe   471

181. A morte do Padre Cícero  473

182. Incidentes nos sertões do Moxotó, Ipanema e Catimbau
- Tempos de bonança em Alagoas   474
- A prisão do promotor de justiça de Água Branca   475

183. Zé Baiano na Cotinguiba: só faltou entrar em Aracaju   475

184. Lampião às portas de Garanhuns   476

185. O encontro de Lampião com Audálio Tenório   476

186. A castração de Beijo, por Zé Fortaleza   478

187. Maria Bonita é ferida em Serrinha do Catimbau  479

188. O cangaço é tema de congresso no Recife  482

189. A morte de Cirilo de Engrácia  482

190. O nascimento de Sílvio Bulhões  483

191. As mortes de Suspeita, Medalha, Fortaleza e Limoeiro  484

192. Corisco e as chacinas do Jaburu e da Lagoa do Couro  486

193. O encontro de Lampião com o coronel Joaquim Rezende  487

194. A morte de Pau-Ferro e a reação dos companheiros  488

195. As aventuras do escoteiro venezuelano  488

196. Lampião aterroriza Serrinha do Catimbau pela segunda vez   488

197. Razia de Virgínio pela Paraíba   489

198. A morte de Zé Baiano, em Alagadiço
- Mitos e verdades sobre o carrasco ferrador   491
- Infância e primeiros passos no cangaço  492
- Ferração em Canindé   493
- Lídia: amor e desdita   493
- O povoado Alagadiço   495
- O amigo Antônio de Chiquinho   496
- "Se acabou-se o home de Segipe"  497
- Sigilo suspeito   501
- Exumação e reconhecimento dos corpos   502
- A volante de Antônio de Chiquinho   503
- A notícia chega ao coito do Craibeiro   503
- Veneno, foice e fuga para Goiás   503
- A ronqueira  504

199. Os grupos de Corisco, Gato, Virgínio e Português atacam Piranhas   506

200. A morte de Virgínio, o Moderno   509

201. A morte de Mariano nos ermos do Cangaleixo   513

202. A morte de Rosinha   517

203. Cila se junta a Zé Sereno   519

204. A morte de Neném de Luís Pedro   519

205. O homem que foi Quinta-Feira   521

206. Lampião prepara uma emboscada para a volante de Zé Rufino   522

207. O suplício de Zé Joaquim  524

208. Otacílio Rodolfo dizima o grupo de Manoel Cilili, o Jurema  527

209. Peripécias de Zé Sereno em Sergipe
- Incursão por Anápolis e Lagarto   528
- O assalto a Aquidabã   528

Página 8

210. A morte de Zepelim e a tragédia dos Torquato   529

211. Dias de ócio nas caatingas de Canindé e Poço Redondo   531

212. A volante de Baltasar e a morte de Mangueira   531

213. São João na fazenda Palestina: as mortes de Mané Moreno, Cravo Roxo e Áurea   533

214. O suplício de José Catende: fato ou fabulação?   534

215. O encontro de Virgulino com o irmão João Ferreira   534

216. Entre um bocejo e outro... 535

217. Zé Rufino e o mandachuva da Serra Negra - Coronel João Maria  535 - Zé Rufino   536

218. Acordo? Só se for na bala!   536

219. Brincando de gato e rato   537

220. O tiroteio da Lagoa do Domingo João, na Lajinha   541

221. O caso de Novo Tempo e a morte de Zé Vaqueiro   543

222. A morte de Calais   545

223. A morte de João Preto, o Sabiá   547

224. O crepúsculo do rei
- Envelhecimento precoce e "morte" de Lampião em Canhoba   548
- As mortes de Pontaria, Catingueira, Serra Branca, Ameaça e Eleonora   548
- A última razia   549 225.

225. Benjamin Abrahão, o libanês que filmou Lampião
- Lampião em frente às câmaras   550
- O confisco do filme   551
- O nebuloso assassinato de Benjamin Abrahão   552

226. A volante do jogo de empurra   555

227. Lampião de volta a Sergipe, sua casa   556

228. Maria Bonita em Propriá   557

229. A morte de Cristina   560

230. O Armagedom na caatinga
- Angico, 26 de julho   561
- Os coiteiros   562
- A polícia e a política   564
- Pedro e Durval de Cândido: as encomendas   566
- Movimento no coito   567
- 27 de julho: boi no pasto   568
- O aviso   568
- O retorno de Pedro e Durval com as encomendas   569
- Manoel Félix e Caduda, as últimas visitas   570
- A "reunião" (que não houve)   570
- Preparativos do "ataque"  571
- A volante   574
- O cerco   574
- O tiroteio na Grota do Angico  576
- Valentices e bravatas
- confusão em Piranhas   579
- Os "ferimentos" de João Bezerra   580
- A comissão do faz de conta   580

231. As cabeças
- Surpreeesal... 582
- Telegramas e fotos   582
- O estranho "reconhecimento" dos mortos   583
- As cabeças a caminho de Maceió   583
- Expectativa na capital   584
- Espetáculo nos Martírios e horror na morgue  584
- Exposição macabra no Nina Rodrigues   586
- Trinta e um anos depois   587
- Relação dos mortos em Angico   589

232. Inventário dos objetos encontrados com Lampião em Angico   590

233. João Bezerra - de vilão a herói   590

234. Lampião morreu envenenado (se é que ele morreu em Angico...)
- A versão "oficial"   593
- Os primeiros rumores sobre o envenenamento   596
- Por causa de um butim   597
- Os acadêmicos de Direito e os urubus mortos   598
- Os urubus e os nazarenos   598
- A denúncia da imprensa   598
- O depoimento de Zé Sereno   600
- As confidências de Paturi   600

Página 9

— Revelações de Cícero Gomes, da volante de João Bezerra   601
— Os assassinatos de Aniceto e Noratinho   602
— A morte de Pedro de Cândido: "queima de arquivo"   602
— Depoimentos dos canoeiros e dos soldados   602
— O coiteiro de Santa Brígida, o loroteiro e as unhas de Pedro de Cândido   604
— O testemunho de Durval Rosa   604
— A melancia de Durval   605
— A barraca branca   605
— Guerra epistolar entre João Bezerra e Manoel Neto   605
— Opinião geral dos pesquisadores  605
— O Dr. Carlos Menezes e seu leviano passeio a Angico  607
— Os exames das cabeças   607

235. A versão do tenente Bezerra   607

236. A história da fuga de Lampião para Goiás e sua posterior mudança para Minas Gerais
— Dúvidas, evidências, fatos e boatos   614 — As insinuações de Pedro de Tercila   615
— A misteriosa ida de Antônio Jacó para Goiás   615
— Zé Sereno e o litro de vermute   616
— O sósia   616
— O "reconhecimento", as coronhadas e a exumação das cabeças   617
— Lampião sem chapéu — fotos de 1936: calvície   620
— Pedra no ninho   621
— João Bezerra: recusa de ajuda e evitação de testemunhas   621
— O mosquetão encontrado com o "Lampião morto"   621
— Volta Seca: "Este não é Lampeão!"   621
— Os depoimentos de Besouro, Herculano Carvalho e Constantino Guimarães   622
— Estácio de Lima e a cabeça "cega do olho esquerdo"  622
— Lampião e os coronéis   623
— Depoimentos dos sobreviventes   623
— A "novidade" e a ida de Maria Bonita a Propriá   625
— O motivo da "reunião" na Grota do Angico   626
— Forjando testemunhas   628
— Os cachorros   629
— A "morte" de Ezequiel e a sua aparição em Serra Talhada   629
— Seguindo as pegadas do fantasma de Lampião   634
— O fantasma reaparece no norte de Minas   638
— IML faz exames em fotos com recursos de computação gráfica   641
— A suposta vida nova nos domínios de Antônio Dó  641

237. O que de fato pode ter acontecido em Angico (hipóteses)
— Interpretação dos fatos   643
— Montando o quebra-cabeças   643

238. A "vingança"de Corisco: o massacre da família Ventura na fazenda Patos   645

239. O fim do cangaço
— Anistia, traições e vinganças  647
— A morte de Atividade e a "regeneração" de Barreira   648
— A morte de Canário   648
— Juriti e Borboleta entregam-se ao capitão Aníbal   649
— Balão cai numa cilada da polícia sergipana   650
— Festa de despedida do cangaço em Pinhão   650
— O grupo de Pancada entrega-se em Poço Redondo   651
— Zé Sereno deixa o cangaço   651
— A rendição de Moita Braba e Boa Vista   654
— As prisões de Português, Velocidade, Pedra Roxa e Barra de Aço   654
— A morte de Português   654
— A prisão de José, sobrinho de Lampião   655
— Ângelo Roque apresenta-se ao capitão Felipe de Castro   655
— A morte de Juriti   657

240. Corisco, o último cangaceiro
— O mito do "Diabo Louro"   658
— A família de Corisco
— os Quileto, os Peba e os Banzé   658
— Infância   659
— De recruta a cangaceiro   660
— Sérgia Ribeiro, a Dadá  666
— O nascimento de Maria do Carmo   672
— Corisco fica aleijado no tiroteio da Queimada do Luís   673
— O crime da Chafardona   675
— A morte de Corisco   676

Página 10

Epílogo 682

Adendo: Esboços genealógicos de famílias sertanejas relacionadas com os fatos do cangaço
Esboço genealógico n° 1: Virgulino Ferreira (Lampião) — famílias Ferreira Lima, Vieira, Lopes e Timóteo de Lima   684
Esboço genealógico n° 2: Maria Bonita — família Gomes de Oliveira   686
Esboço genealógico n° 3: Família Pereira (de Serra Talhada e Belmonte)   688
Esboço genealógico n° 4: Família Carvalho (de Serra Talhada)   691
Esboço genealógico n° 5: Família Barbosa Nogueira (de Serra Talhada e Nazaré)   693
Esboço genealógico n° 6: Famílias de Nazaré — famílias Gomes, Jurubeba, Sousa (família Flor), Lira, Soriano, Lopes, Nogueira, Ferraz, Gregório, Costa, Cavalcante, Araújo, Bezerra e Sá   696
Esboço genealógico n° 7: Famílias Magalhães, Godoy, Gomes Lima e Soares (de Serra Talhada, Salgueiro e Floresta)   701
Esboço genealógico n° 8: Família Nunes da Silva (fundadora de Sítio dos Nunes, município de Flores)   702
Esboço genealógico n° 9: Família Inácio de Oliveira (de Serra Talhada)   702
Esboço genealógico n° 10: Famílias Gomes Tavares e Gomes de Barros (do São Miguel, Serra Talhada)   702
Esboço genealógico n° 11: Família Gomes da Luz (de São João do Barro Vermelho)   703
Esboço genealógico n° 12: Cassimiro Honório (do Navio)   703
Esboço genealógico n° 13: Ângelo da Jia (de Tacaratu, Inhapi, Inajá e Ibimirim   703
Esboço genealógico n° 14: Coronel Chico Martins e seu filho Audálic Tenório (de Águas Belas — famílias Cardoso, Martins, Lins de Albuquerque e Cavalcanti)   704
Esboço genealógico n° 15: Coronel Zezé Abílio (de Bom Conselho de Papacaça)   706
Esboço genealógico n° 16: Major Zé Inácio do Barro   706
Esboço genealógico n° 17: Antônio da Piçarra (de Brejo Santo e Porteiras)   706
Esboço genealógico n° 18: Família Lucena (família Chicote, de Porteiras e Brejo Santo)   707
Esboço genealógico n° 19: Famílias Pereira Lima e Florentino Diniz (de Triunfo, Patos de Irerê e Princesa Isabel)   707
Esboço genealógico n° 20: Famílias Siqueira Torres e Vieira Sandes (de Água Branca)   708
Esboço genealógico n° 21: Família Brito (de Propriá, Porto da Folha, Canindé e Piranhas)   709
Esboço genealógico n° 22: Coronel José Rodrigues (de Piranhas)  710
Esboço genealógico n° 23: Famílias Martins Fontes, Silveira e Calasans (de Sergipe e Bahia)   711
Esboço genealógico n° 24: Família Canário (de Monte Santo, Bonfim, Uauá, Canudos e Várzea da Ema)  712
Esboço genealógico n° 25: Família Macedo (de Monte Santo, Tucano e Euclides da Cunha)   713
Esboço genealógico n° 26: Cícero Dantas Martins (Barão de Jeremoabo)   714
Esboço genealógico n° 27: Coronel João Sá (de Jeremoabo)   715
Esboço genealógico n° 28: Coronel Nilo da Abobreira (de Antas e Sítio do Quinto)   715
Esboço genealógico n° 29: Tenente João Maria da Serra Negra (de Serra Negra, atual Pedro Alexandre)   715
Esboço genealógico n° 30: Coronel Petro de Curral dos Bois (de Santo Antônio da Glória, atual Glória)   715
Esboço genealógico n° 31: Coronel Horácio de Matos (coronel dos coronéis da Chapada Diamantina)   715
Esboço genealógico n° 32: Corisco (famílias Banzé, Quileto e Peba)   716
Esboço genealógico n° 33: Dadá (família Ribeiro da Silva, de Macururé)   717
Esboço genealógico n° 34: Família Malaquias Correia (de Sinimbu)   718
Esboço genealógico n° 35: Os Engrácia (de Macururé e Chorrochó)   719
Esboço genealógico n° 36: Luís Pedro do Retiro (família Rodrigues de Siqueira — família Pedro)   719
Esboço genealógico n° 37: Félix da Mata Redonda (Félix Caboje) — família Do Carmo  719
Esboço genealógico n° 38: Durvalina (Durvinha) — família Gomes de Sá (do Arrastapé e Riacho)  720
Esboço genealógico n° 39: Família Alves Rocha (da fazenda Aroeirinha, em Inhapi)   720
Esboço genealógico n° 40: Famílias Fernandes e Marinho (da Pedra d'Agua): Delfina Fernandes e Rosalvo Marinho)   721
Esboço genealógico n°41: Pedro de Cândido (coiteiro, da fazenda Angico, onde Lampião morreu)   721
Esboço genealógico n° 42: Manoel Félix (coiteiro, primo de Pedro de Cândido)   721
Esboço genealógico n° 43: Tenente João Bezerra (que comandou o ataque de Angico)   722
Esboço genealógico n° 44: Padre Cícero  722 Esboço genealógico n° 45: Antônio Conselheiro (família Maciel, de Quixeramobim e Tamboril)   722
Esboço genealógico n° 46: Esboço genealógico da Linhagem da Casa da Torre   723
Esboço genealógico n° 47: Esboço genealógico da família de Jerônimo de Albuquerque (o "Adão Pernambucano")   724
Esboço genealógico n° 48: Famílias Diniz, Rezende, Santos e Rodrigues Lima (família do autor — lado paterno)   730
Esboço genealógico n° 49: Família Bezerra Lemos (da Boca da Mata, Alagadiço e Carira (família do autor — lado materno)   732

Referências Bibliográficas  734

sábado, 26 de março de 2016

ARBEIT MACHT FREI - tradução “O trabalho liberta”.

Ao entrar em Auschwitz pude ler no portão principal chamado de "O Portão da Morte" as palavras “ARBEIT MACHT FREI” em tradução para o português seria “O trabalho liberta”. 

Na realidade, o que acontecia era o oposto. O trabalho se tornou outra forma de genocídio, chamada pelos nazistas de “extermínio por meio do trabalho”.

Ao serem selecionadas para “trabalhar”, as vítimas poupadas do extermínio imediato eram imediatamente privadas de sua identidade individual. Suas cabeças eram raspadas e um número de registro era logo tatuado nos seus braços esquerdos, como se fossem objetos. Os homens tinham que usar um tipo de pijama, calças e casacos listrados, esfarrapados, e as mulheres usavam uniforme de trabalho.

Cada dia era uma luta pela sobrevivência em condições insuportáveis. Os prisioneiros eram alojados em barracões primitivos que ao entrar em tais tive um calafrio pois o lugar é tétrico e não tinham janelas nem isolamento do frio ou do calor.

Os sanitários para necessidades fisiológicas assentava-se no meio dos barracões, separando os beliches rústicos. Em Auschwitz, assim como em centenas de outros campos do Reich e da Europa ocupada, onde os
alemães usavam trabalhadores escravos, os prisioneiros também eram empregados fora dos campos, em minas de carvão, pedreiras e em projetos de construção, cavando túneis e canais. Sob guarda armada, sem qualquer proteção contra o frio. 

A maioria dos prisioneiros de Auschwitz sobrevivia por poucas semanas ou meses. Aqueles que estavam muito doentes ou fracos para trabalhar eram condenados à morte nas câmaras de gás. Alguns cometeram suicídio se atirando contra as cercas eletrificadas. Outros pareciam cadáveres ambulantes, com o corpo e o espírito destruídos.

Mais de um milhão de pessoas morreram em Auschwitz, e nove entre cada dez vítimas era judia. As quatro maiores câmaras de gás daquele local comportavam, cada uma, 2.000 pessoas para serem mortas por axfixiamento, podendo assim assassinar 8.000 pessoas em pouquíssimo tempo.

A história do trabalho revela seu paralelo com a tortura, mesmo que impere um esquecimento da origem das palavras “tripalium “ e “labor” na atualidade. A falácia do trabalho como valor adentra também o cotidiano fazendo com que nosso tempo livre seja ocupado por suas reproduções.


A frase “O Trabalho Dignifica o Homem” trata do quão doloroso e alienante é a lógica que faz com que nossos corpos sejam domados e lacerados em troca da sobrevivência diária. O homem é o único animal que paga para viver aqui na terra. Isso é a degradação da raça humana. Os homens poderosos apropriaram-se de terras e mais terras, onde nada plantam. São os latifúndios. Ter por ter.


A palavra "trabalho" veio do latim tripalium , tripálio, uma técnica de sofrimento obtida com três paus fincados no chão, aos quais era afixado o condenado, quando não empalado num deles até morrer. "Empalar" é espetar pelo ânus, algo comum na Antiguidade, ante o qual a crucifixação romana foi um avanço.

“Elogio Ao Ócio”, do pensador britânico Bertrand Russell que é uma compilação de textos escritos por Russell sobre assuntos como trabalho, educação, comportamento, ele destrói a mentira fulcral da sociedade: “o trabalho dignifica o homem”. Mostra como essa falácia histórica contribuiu e digo eu, contribui, para o estado das coisas. O texto, escrito no início dos anos 30, soa talvez para alguns atemporal. 

Podem alegar que o cenário analisado por Russell ainda se concentrava demasiadamente no trabalho físico, na produção de bens materiais, na incipiência da Revolução Industrial. 

Bertrand mostra, já naquela época, como a jornada de trabalho (que chegava a 15 horas para um adulto na Inglaterra) poderia ser convertida para 4 hs. Como nos concentrávamos excessivamente no frisson em produzir bens inúteis e dispensáveis.

Em passagem desse livro seu, ele diz por exemplo que "Antes de mais nada: o que é trabalho? Há dois tipos de trabalho: o primeiro, alterar a posição de um corpo na ou próximo à superfície da Terra relativamente a outro corpo; o segundo, mandar outra pessoa fazê-lo. O primeiro tipo é desagradável e mal pago; o segundo é agradável e muito bem pago. O segundo tipo é capaz de extensão indefinida: há não somente aqueles que dão ordens, mas aqueles que dão conselhos sobre que ordens deveriam ser dadas. Geralmente dois tipos opostos de conselhos são dados simultaneamente por dois grupos organizados; a isto se chama política. A habilidade necessária a este tipo de trabalho não é conhecimento dos assuntos sobre os quais são dados conselhos, mas conhecimento da arte da fala e da escrita persuasiva, isto é, da propaganda.
Na Europa, mas não na América, há uma terceira classe de homens, mais respeitada do que qualquer uma das outras classes de trabalhadores. Há homens que, pela propriedade da terra, podem fazer outros pagarem pelo privilégio de poderem existir e trabalhar. Estes proprietários de terras são ociosos, e portanto se esperaria que eu os elogiasse. Infelizmente, a sua ociosidade se torna possível pelo trabalho de outros; de fato, seu desejo pelo ócio confortável é historicamente a fonte de todo evangelho do trabalho. A última coisa que eles desejariam é que outros seguissem o seu exemplo.
Ele também diz: "A técnica moderna tornou possível que o lazer, dentro de certos limites, não seja uma prerrogativa de uma pequena classe privilegiada, mas um direito distribuído equanimemente pela comunidade. A moral do trabalho é a moral de escravos, e o mundo moderno não precisa da escravidão.


A ideia de que os pobres devam ter lazer sempre foi chocante para os ricos. Na Inglaterra, no início do século dezenove, quinze horas era a jornada comum para um homem; algumas vezes crianças trabalhavam tanto quanto, e muito comumente trabalhavam doze horas por dia. Quando alguns intrometidos sugeriram que talvez estas horas fossem exageradas, foi-lhes dito que o trabalho afastava os adultos da bebida e as crianças da marginalidade. (…)
Se o trabalhador comum trabalhasse quatro horas por dia, haveria o suficiente para todos e não haveria desemprego – assumindo um moderado senso de organização. Essa ideia choca os abastados, porque eles estão convencidos de que os pobres não saberiam como usar tanto lazer. Nos Estados Unidos, os homens freqüentemente trabalham longas horas mesmo quando estão bem financeiramente; tais homens, naturalmente, se indignam com a ideia do lazer para assalariados, exceto na forma do cruel castigo do desemprego; de fato, eles não gostam de lazer nem mesmo para seus filhos. Estranhamente, enquanto querem que seus filhos trabalhem tão duro que não tenham tempo para serem civilizados, eles não se importam que suas esposas e filhas não tenham absolutamente nenhum trabalho. A inutilidade esnobe, que em uma sociedade aristocrática se estende a ambos os sexos, é, sob uma plutocracia, confinada às mulheres; isto, entretanto, não a torna mais sensata.
O uso sábio do lazer, deve-se conceder, é produto de civilização e educação. Um homem que tenha trabalhado longas horas a vida inteira fica entendiado se se torna subitamente ocioso. Mas sem considerável quantidade de lazer um homem é privado de muitas das melhores coisas. Não há mais nenhuma razão para que a maior parte da população sofra dessa privação; somente um ascetismo tolo, geralmente paroquiano, nos faz continuar a insistir em excessivas quantidades de trabalho agora que não há mais necessidade."
Bem, todos sabemos que passamos momentos difíceis de desemprego, e isso no mundo inteiro, e realmente famílias estão ajudando os seus da melhor forma possível. Sabemos também que é terrível um homem ou uma mulher não ter condições de sobreviver por falta de empregos, que lhes dignificam.

Essa é a realidade em qualquer forma de governo, não nos iludamos. O mundo de hoje concentra suas riquezas apenas às mãos de 1% de sua população.

Será isso justo? 

A frase “ARBEIT MACHT FREI” - O trabalho liberta pode ser substituida por "DIE VERSKLAVT ARBEITEN" - O trabalho escraviza.



quarta-feira, 23 de março de 2016

A indústria do cangaço

Será que Lampião foi um marionete nas mãos dos coronéis do Nordeste? Para sabermos a resposta temos que analisar criteriosamente a origem e as atividades de Virgulino Ferreira. Precisamos enxergar o mito que foi criado como sendo Lampião um cangaceiro oriundo da miséria social que se abatia nos sertões nordestinos. Os pais dele não eram pessoas miseráveis e tampouco passavam fome. 

Muitas pessoas ainda hoje pensam que Lampião era um bandido pobre, talvez por não conhecerem sua verve de comerciante e empreendedor, quando rapazinho e negociava nas feiras das cidades próximas de onde morava. Era sim, filho de uma família da classe dos humildes proprietários rurais, situada entre os ricos donos de terras, fazendeiros poderosos e de uma massa de lavradores sem terra. Mas não eram pobres de "marré deci". 

Quando jovem 'tomava de conta' da pequena criação de seu pai e depois participando da condução de mercadorias, em um pequeno empreendimento da família, que o pai ao adquirir mulas para transporte, trabalhava transportando gêneros variados para os comerciantes. Antes de ser conhecido como "Lampião", Virgulino Ferreira já rapazinho, juntamente com seus irmãos, incursionava em grupos de bandidos, assaltando os pequenos fazendeiros. Não entraremos em detalhes sobre sua querela com Zé Saturnino pois não foi isso que o encaminhou para o cangaço.

Essas peculiaridades pessoais ajudam a entendê-lo melhor quando enveredou no banditismo. Era um bandido que progrediu. Tornou-se grande proprietário e um homem de negócios organizado, levando-se em conta seu tipo de vida. Conta-se que no ano de 1928 associou-se ao coronel Petronilo de Alcântara Reis e comprou duas fazendas na Várzea da Ema, na Bahia. Poucos meses antes tinha vendido outra fazenda em Vila Bela. Quase no fim da vida adquiriu mais duas em Porto da Folha, perto de Angico, onde foi morto.

Seus parentes mais próximo, irmão e irmãs chegaram a comprar terras e residências nas cidades e é difícil saber se foram presenteados por Lampião ou usados como testas-de-ferro.

Lampião era um homem rico e possuía muito dinheiro e ouro. Dizem que ao morrer, carregava cem contos de reis, valor de três fazendas no Nordeste. Nos seus bornais encontravam-se cinco quilos de ouro e também dizem que estavam destinados a prover o futuro de sua filha com Maria Bonita. Além dessa fortuna, tinha muitas jóias como cordões e anéis de ouro.

Isso era parte de sua fortuna, que carregava costumeiramente. O grosso de seu capital, em ouro e dinheiro, enterrava em vários esconderijos, dentro de botijas. Um desses esconderijos ficava no Raso da Catarina, numa série de locais marcados por ele com o nome das notas musicais cifradas cuidadosamente em mapas que se combinavam e que muito serviram em sua fuga para a Bahia.

Ele entesourava riquezas através de roubos e assaltos. Mas Lampião revelou talento empresarial. Foi, por exemplo, fornecedor de outras quadrilhas. Revendia armas compradas de traficantes comuns, com cem por cento de lucro. Isso criou inclusive uma dependência econômica de alguns chefes de bando inclusive gerando queixas por sua exploração.

O mais exótico empreendimento comercial de Lampião foi a sua entrada no ramo de transportes. Acabou fundando uma companhia de caminhões e automóveis, que lhe deu bons lucros. Fornecia o capital para a compra dos veículos e os sócios cuidavam da administração. Retiravam o necessário para a continuidade da empresa e dividiam o lucro com ele. Muita gente ficou feliz com sua morte pois não tinha nada registrado no papel e apenas seus sócios andavam direitinho, com medo de perderem a vida.

Lampião também empreendeu os famosos  salvo-condutos, transformando esse expediente como altamente rendoso, a ponto dele encomendar ao mascate-cineasta Benjamin Abrão a confecção de centenas de cartões de visitas, usados para esse fim.

Investiu também numa frota de canoas que faziam a travessia do rio São Francisco, usando o mesmo processo de aliciar sócios. Pessoalmente, esses fatos diferenciam Lampião de seu grupo social de origem. Foi um cangaceiro-empresário bem-sucedido.

Mas nada o distingue tanto desse meio, que hipoteticamente tinha nele o representante de sua revolta, como o fato sabido e consagrado de que ele jamais matou alguém realmente importante. Havia um compromisso rigorosamente observado entre cangaceiros e coronéis para que isso não quebrasse o pacto estabelecido entre eles. O deputado Floro Bartolomeu, falando na Câmara Federal, amenizou o cangaço destacando justamente o fato de que não matava gente de "posição":

"...no sertão é raro um homem de posição ser assassinado, mesmo de emboscada, nas estradas desertas; sempre estes fatos ocorrem entre os cabras, cangaceiros ou não, gente que não faz falta." Em pronunciamento na Câmara dos Deputados.


O cumprimento fiel desse pacto, aliado a um terrorismo implacável como meio de controle social, fez de Lampião um bandido de sucesso.

Conforme registra em seu livro "A derradeira gesta" a escritora, antropóloga, professora e historiadora 
Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros mostra-nos que a origem e as atividades de Virgulino Ferreira, o Lampião, destrói o mito do cangaceiro como expressão da miséria social e transforma o mais importante símbolo do banditismo rural do país em um braço direito dos coronéis.

A pesquisadora também defende que seu assassinato, em 1938, foi motivado por questões econômicas que envolviam a transferência das verbas de combate ao cangaço para a indústria açucareira do Nordeste.

Segundo a professora, Virgulino Ferreira vivia uma vida dupla, antes de se entregar definitivamente ao cangaço, em 1922. "Em Pensambuco. ele era um proprietário, com sua tropa de burro, e fazia comércio com a vizinhança" afirma. De acordo com Luitgarde. essa série de crimes em que Lampião se envolve, como invasões a cidades e troca de tiros, é o caminho que conduz seu pai à Morte. - Em 1921, Lampião vai com os Porcino para um lugarejo em Alagoas e ali eles matam um rapaz cego e promovem uma série de roubos. Escondem o dinheiro roubado em uma pequena fazenda próxima onde o pai dele estava vivendo, o que fez o coronel Lucena chegar ao local e que "... entrou atirando, esperando surpreender Lampião. Lucena acabou matando seu pai." 

Com a morte do pai, Luitgarde de fende que Lampião apelou para o código sertanejo de vingança para justificar suas ações. "Essa legitimação dos próprios atos utilizando elementos da cultura sertaneja, como valentia e obrigação de vingança para limpar manchas desonrosas ou corrigir injustiças, foi amplamente utilizada por todos os cangaceiros, principalmente Lampião." 

A partir de 1922. já com seu próprio bando, ele passa a envolver os coronéis que se tornam seus  grandes protetores. Entre eles, desembargadores, juízes de direito e altos industriais. Luitgarde destaca também a
corrupção na policia. "Quando um destacamento policial ia perseguir os cangaceiros, eles eram avisados por membros corruptos e registra no texto nomes de juízes e políticos que recebiam o cangaceiro em suas residencias e o apoiavam para que suas fazendas fossem poupadas. 

Alguns. como o governador de Sergipe Eronildes de Carvalho. chegaram a lhe fornecer armas. "Existem entrevistas em que Eronildes afirma ter dado uma pistola para ele, negando ter lhe vendido armamentos. Ele foi o principal coiteiro de Lampião", denuncia. 

A relação de "amizade" entre Virgulino Ferreira e os grandes proprietários de terra é mostrada por Luitgarde como um jogo de interesses. O esquema fazia com que Lampião atacasse apenas os adversários de seus padrinhos. "Depois os grandes proprietários compravam por quase nada as terras dos concorrentes, arrasadas por ele. Assim, eles refazem o latifúndio do Nordeste". 

Para Luitgarde. esse sistema de favores não beneficiava Lampião pois apenas alimentava a "indústria do cangaço". "Ele assaltava os pequenos e médios proprietários e esse dinheiro era usado para comprar amas, munição e polícia corrupta. Mas quem poderia vender armamento para ele sem ser punido? Só pessoas muito importantes tinham o monopólio do comércio com o cangaço. E como Lampião não poderia regatear preço com o governador, já que só este lhe poderia vender armas, era obrigado a continuar a vida de crimes para pagar os altos preços cobrados. Realmente Lampião que se julgava o Senhor dos Sertões, perdia feio para os Coronéis, que o usava com métodos maquiavélicos. 

Alimentada por verbas do Governo Federal, essa "indústria" do banditismo chega ao fim em 1938, por questões econômicas, conforme afirma a professora. "Naquele ano, o presidente do Instituto do Açúcar e do Álcool. o pernambucano Barbosa Lima Sobrinho, informa aos governadores de Alagoas e Pernambuco que a verba para o subsídio da produção açucareira vinha sendo destinada ao combate ao cangaço, e que isso ia acabar. "Depois dessa notícia, o governador de Alagoas, Osman Loureiro, incumbe o coronel Lucena de comandar o extermínio do bando de Lampião em um período de um mês. Lucena convocou seus homens e afirmou que se eles não cumprissem a tarefa no prazo seriam demitidos. Em 30 dias acabou o cangaço".

Dessa forma os comandantes policiais imprensados por seus superiores, encerraram a carreira de Lampião em julho de 1938, na Grota de Angicos, Sergipe. Sem piedade na análise do cangaceiro, Luitgarde confessa a necessidade de se corrigir um erro histórico. "Ao contrário do que se acredita, no período de Lampião as populações pobres são as mais atingidas por seus atos, enquanto as classes que o protegiam ficavam cada vez mais ricas. Esses fatos ficaram obscuros porque quando se cria um mito a primeira coisa que a imprensa faz é esconder a verdade sobre sua vida!" 

Mas análises como as de Luitgarde ainda não compõem a maioria dos estudos sobre Lampião e o banditismo rural nordestino, conforme comprova o sociólogo César Barreira, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Laboratório de Estudos da Violência. "Na academia, a interpretação da história de Lampião que ainda predomina é a do bandido social motivado pelo assassinato do pai e produto de uma sociedade com dificuldade de trabalho. O que ainda se discute é se a sua violência teve mesmo a natureza de atrocidade que lhe é atribuída e qual a participação da força policial na formação do cangaço", explica. 

Barreira lembra que a maioria das pesquisas ainda vê ações positivas no cangaço. "Há um aspecto positivo nas ações de Lampião no momento em que sua violência representa a negação das condições sociais em que vivia. A ideia é que ele tenha tomado a orientação do banditismo porque a Justiça não agiu como devia na morte de seu pai. O que temos relacionada a ele é a construção de uma nova lei. A lei do cangaço".

Recentes pesquisas, contudo, apontam para a pluralidade de olhares: O antropólogo e pesquisador Jorge Villela, co-autor de "Andarilhos e cangaceiros - A arte de produzir território em movimento", desenvolve atualmente uma tese de doutorado pelo Museu Nacional, no Rio de Janeiro, onde analisa a formação do cangaço a partir da relação entre as famílias locais e a violência. "Analisando os exércitos privados formados no interior de Pernambuco, encontrei evidências de que eles são na verdade grupos de origem familiar que em função de terem cometido algum crime ou afronta caem na ilegalidade, podendo migrar ou se transformar em cangaceiros, entregando-se então ao uso das armas".

Sem se preocupar em estabelecer opiniões definitivas, Villela admite que a imagem do principal membro do cangaço ainda está sujeita a interpretações. "Os povos vitimados pelo cangaço vêem Lampião como qualquer inimigo dele veria. Alguém sem qualidades, cruel e impiedoso. Há análises dele como independente dos coronéis. O ponto de vista muda. O que não se pode negar é o valor que a vida possui no sertão, já que alguém é capaz de arriscar seus bens para vingar um aliado morto".

Locais de pesquisa para o artigo:
Civitas - Revista de Ciências Sociais
Jornal do Brasil
A derradeira gesta: Lampião e nazarenos guerreando no sertão - Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros


terça-feira, 22 de março de 2016

Padre Frederico Bezerra Maciel e Lampião


Sim amigos, tenho grande admiração pelo Padre Frederico Bezerra Maciel.
    
Frederico Bezerra Maciel nasceu em Porção, em 22 de outubro de 1912. Fez o ensino primário no Colégio Diocesano de Pesqueira e depois foi para o Recife, onde cursou o secundário, no Colégio Nóbrega.
    
Aos 16 anos decidiu ser padre e seguiu para o Seminário Maior de Pirapora do Bom Jesus, em São Paulo. Em Friburgo, Rio de janeiro, entrou para o noviciado dos jesuítas e no Seminário de Olinda fez os estudos superiores de Filosofia e Teologia.

Depois de ordenado sacerdote secular, em 01 de março de 1942, na catedral de Santa Áqueda, em Pesqueira, Frederico, ávido de conhecimento, seguiu para a Europa, onde fez estudos de Sociologia, História da Arte e geografia Bíblica. Viajou pelo Oriente Médio, África e parte da América do Sul, em estudos bíblicos. Fez vários cursos: Sociologia, Arte, Técnica em Agricultura, Assistência Social, Parapsicologia e outros, era homem inteligentíssimo e humilde.


A sextologia "Lampião, Seu Tempo e Seu Reinado" desenvolvida por ele, onde mostra sua relação e atitude corajosa de defesa e compreensão ao Rei do Cangaço Lampião. 


Sabemos, que até mesmo os mais sérios estudiosos do cangaceirismo tomaram atitudes e caminhos diferentes, em suas narrativas, embora no âmago histórico todos convirjam. 

Vemos também esse desencontro até mesmo na ciência. Alguns estudiosos, como exemplo, da escola de Nina Rodrigues, das heranças e atavismos das teorias de Lombroso, e outros que invocaram a secura e a dureza dos elementos naturais como responsáveis pelo comportamento desumano daquele ser marginalizado, sempre em conflito com o meio social em que vivia, também se desencontravam em suas teorias.

Até mesmo um ícone da literatura, Euclydes da Cunha, em certa passagem de sua obra "Os Sertões" publicado em 1902 e que trata da Guerra de Canudos (1896-1897), no interior da Bahia, incidiria no excesso de considerar que a mestiçagem extremada era um retrocesso. O mestiço, traço de união entre as raças, disse, "é quase sempre, um desequilíbrio." 

Padre Maciel não sustenta propriamente uma tese, pois dispunha-se apenas estudar e examinar os passos e ações de Lampião, na longa caminhada de revolta e do crime, e mesmo que discorde, assim como muitos, o fazia para absolvê-lo dos seus erros.

Sua posição era a de um autentico sacerdote piedoso, que perdoa os pecados, tanto mais se esses pecados eram resultado de uma vivência sofrida de uma vítima do infortúnio e da desgraça, numa sociedade que não tinha nem procurava ter os meios para atenuar as profundas injustiças que nela existia. 

Nosso querido Padre Maciel, numa atitude que talvez até possa ser interpretada como explorando aspectos de reivindicação ou de simples luta de classes, nos brinda com sua posição de origem religiosa.

Acostumado à leituras da Biblia, que em suas páginas narra violentos conflitos provocados por ambições sociais e de poder, penso que procurou dar à sua avaliação e narrativa uma orientação no sentido de que esta terra antes de ser de promissão, é mais um vale de lágrimas, de durezas e misérias, mostrando que antes de condenar, tem-se que examinar os erros de cada um.

Não vejo o Padre Maciel como ingênuo, pois sua formação me permite visualizar através de seus cursos feitos na Europa e com uma larga experiência, junto às vigararias onde serviu, em várias paróquias do nordeste, uma atuação que se deparou com inúmeros casos sociais. 

Tinha forte estudo psicológico e de vivência humana, não se podendo dizer, portanto, que a sua contribuição ao estudo do banditismo no nordeste seja fruto de um ponto de vista apaixonado. Não acredito nesse tipo de papel exercido por ele. 

A prolongada permanência no Sertão, as confidências recebidas e as conversas que ouvia particularmente e no confessionário, só lhes eram feitas por ser um padre. Esses foram os recursos de que se utilizou, sem se afastar dos compromissos de honrar o voto confessional que fez em sua religião, para construir a sua tese e dar o seu vasto depoimento e para isso precisar de muitas páginas em seu livro, que de único passou a ser seis. 

Por que esse homem era assim? Ao relatar aspectos de sua infância e juventude no Sertão, declarou textualmente: - "Parte de minha infância passei em Pesqueira, onde geralmente se concentravam as tropas para perseguição ao banditismo. As conversas na cidade giravam obrigatoriamente em torno da tropa ali sediada e das façanhas e desmandos do bando de Lampião. Era um 'Centro' de informações sobre a evolução do banditismo no sertão." 

Vemos então que esses fatos marcaram a sua adolescência e muitas vezes talvez tenha perguntado "Por que Lampião era assim?" 

Quando era seminarista, passava as férias no Sertão, no município de Triunfo, acompanhando o Sr. Bispo às Missões, em visitas pastorais e deve ter ouvido e visto muita coisa. Depois de ordenado, quatro anos após a morte de Lampião, foi designado para a paróquia de Tacaratu, que abrangia Petrolândia e Inajá (antigo distrito de Moxotó e Santo Antonio da Glória (na Bahia). Toda essa região (sertão baiano, Alagoas, Sergipe, Pernambuco), dentro do eixo do São Francisco, era percorrida a cavalo, para celebrar missas, fazer casamentos, batizados e efetuar confissões.

Conversava apenas, sem intenção de documentar, pesquisar ou escrever. Apenas como disse ele "Guardei de memória muitas dessas conversas, e tomava algumas notas, sem quebrar o sigilo dos nomes de pessoas e dos fatos que me eram revelados. Passei nove anos naquela região sertaneja e também em Flores e Carnaíba (Sul e Norte de Pernambuco). Viajei ainda pelo rio de Contas, Chapada Diamantina, região do Cariri e Rio Grande do Norte, Voltei, depois, ao Sertão, várias vezes, desde 1958, já residindo no Recife e, então com o intuito de pesquisar, tornei-me fotógrafo revelador de filmes, para melhor documentar tudo o que colhera sobre o banditismo, especialmente de Lampião."

Segundo o Padre Maciel, o livro, estava escrito desde 1943 e tinha 1.200 páginas, cerca de 33 fotografias e que foram perdidos nas cheias do Recife muita documentação.

Mesmo que alguns amigos digam que Padre Maciel colocou também seu coração nesse livro e admirava o cangaceiro e por isso seus relatos estejam cheios de romantismo, continuo a ter profundo respeito e admiração por ele.

quarta-feira, 16 de março de 2016

VOLANTES caçadoras de cangaceiros X PM atual - Comparativo

A aqueles que lerem esse artigo, quero dizer que tanto os cangaceiros do passado quanto os bandidos atuais, foram e são pessoas violentas e que não se pode combate-los com palavras e sim com a força da lei, usando para isso de armas letais. 

Quero aqui fazer um comparativo, do comportamento de pessoas dentro das comunidades, nos tempos dos cangaceiros e comunidades atuais, em relação às forças públicas que combatem o banditismo.

Não critico. Apenas avalio o comportamento daqueles que se encontraram e se encontram espremidos entre essas duas forças.

As Volantes eram grupos de soldados ou contratados que percorriam as caatingas em busca de grupos de cangaceiros. Alguns ficaram famosos por sua perversidade contra civis.



Dentre as Volantes famosas temos a do mais perigoso e valente matador de cangaceiros, Zé Rufino.




Pertences e cabeças dos cangaceiros Mariano, Pai Veio e Pavão (Em outras fotos, Pavão foi identificado como Zeppelin), mortos em combate no local chamado Cangaleixo (SE), pela volante Baiana de José Rufino, em 1936.




Força volante de Alagoas, comandada pelo sargento Aniceto, trazendo como troféu a cabeça do cangaceiro Pontaria. Alagoas/1938. As volantes usavam trajes semelhantes ao dos cangaceiros.

Meninos de 15 e 16 anos faziam parte da volante conhecida como Nazarenos. Eram chamados assim por morarem na Vila de Nazaré (PE). Maiores perseguidores do bando de Lampião.

A mistura entre bandidos e soldados era e ainda é muito grande na cultura popular, o que pode explicar pelo fato de que bandidos e soldados são, ambos, indivíduos deslocados. Esse deslocamento os levam a pertencer simultaneamente a diferentes grupos, cujas relações foram historicamente marcadas pela dominação de um sobre o outro. 

Assistimos, então, a uma "guerra de lugares", sobretudo em tempo de seca e miséria, quando os soldados ganhavam mais ao se tornarem cangaceiros que ao continuarem policiais. Conhecendo o ódio e o desprezo que os sertanejos alimentam contra a polícia, em particular, e contra as "autoridades", em geral, essa mutação social era carregada de conseqüências e, em relação à população, não era neutra nem inocente. 

Um dos exemplos mais demonstrativos é o de Jararaca, ex-policial que se tornou cangaceiro: "Vira-folhas. Houve soldados que se fizeram cangaceiros, como Vicente José dos Santos; e cangaceiros que se fizeram soldados, como Quelé" 

Existe uma grande diferença entre a violência e a crueldade de uns e de outros, disse uma testemunha dessas atrocidade. "Os cangaceiros, sempre em movimento, matavam rapidamente suas vitimas; já os macacos, protegidos na cadeia ou nas cidades... que Deus os perdoe!... tinham o tempo de fazer durar o sofrimento!"


A história da cangaceira Otília, contada por ela e por Dadá, como também por Amaury Corrêa de Araújo, foi confirmada pelo vaqueiro Seca do Brejo, na Missa do Vaqueiro (Serrita, PE), em julho de 1989. 

A cangaceira Otília, presa em Jeremoabo, na Bahia, foi estuprada durante muitas semanas. Otília, a companheira de Mariano, "quando ficou presa em Jeremoabo, era retirada à noite da cadeia e tinha que 'servir' aos companheiros dos seus raptores"; lá pela madrugada, após terem batido e humilhado a pobre coitada, os macacos jogavam a cangaceira na cela, abandonando-a no chão, como um bicho espantado.

O destino das cangaceiras capturadas era pior que o das vítimas dos cangaceiros. A polícia, ao contrário dos cangaceiros, "não respeitava nem mesmo os cadáveres" - (Daniel Lins, Lampião: o homem que amava as mulheres).

Muitos são os casos de atrocidades perpetradas pelos comandantes e seus soldados, em busca de obterem informações dos cangaceiros. Basta dizer que usavam do artificio da tortura e foi nos últimos momentos de Lampião que essa tortura foi utilizada quando foram arrancadas unhas do coiteiro Pedro de Cândido. (Alcino Alves - Lampião Além da Versão)

Muitos e muitos casos de perversidade poderiam aqui ser citados. Isso fazia que a população sertaneja, vivesse amedrontada com as forças policiais as quais os cangaceiros apelidaram de "macacos" e só mantivesse respeito por eles na presença ameaçadora das armas. Preferiam muitas vezes ter tratos com os cangaceiros.

Nesses tempos atuais, acontece no seio da população o mesmo receio pela Polícia Militar, pois abaixo como veremos, os motivos são os mesmos: Violência, falta de respeito pela própria lei que representam e corrupção. Vejamos em artigos de meios noticiosos e como exemplo, a PM do Rio de Janeiro, cujos links direcionam para tais:

POLÍCIA ATUAL

Dois terços da população tem medo de sofrer agressão da PM - Levantamento do Fórum de Segurança Pública ouviu 1,3 mil pessoas em cidades com mais de 100 mil habitantes, conforme reportagem da Gazeta do Povo a respeito do texto publicado na edição impressa de 01 de agosto de 2015.

Quase dois terços dos moradores de cidades com mais de 100 mil habitantes têm medo de sofrer agressão da Polícia Militar, segundo pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública ao Datafolha.

Levantamento semelhante realizado pelo mesmo instituto, em 2012, revelava que 48% dos entrevistados tinham esse temor, percentual que cresceu para 62% na nova pesquisa. Foram ouvidas 1,3 mil pessoas em 84 municípios brasileiros. A margem de erro é de três pontos percentuais.


Jovens, pobres, negros e moradores do Nordeste formam o perfil daqueles que mais têm medo da PM. O levantamento apontou, ainda, que 81% dos entrevistados temem ser assassinados. É um índice maior do que o registrado em 2012, quando 65% relataram o temor de serem mortos.

POLÍCIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO

Malvistos pela população e caçados pelos criminosos, os policiais militares do Rio de Janeiro estão abalados como soldados em guerras e mais suscetíveis a cometer erros fatais. Esse é um artigo de HUDSON CORREA E RAPHAEL GOMIDE em 04/02/2016 na revista semanal ÉPOCA.

Só no primeiro semestre de 2015, policiais das UPPs do Complexo do Alemão e da Penha estiveram envolvidos em 260 tiroteios, mais de um por dia. Na favela Nova Brasília, o clima entre policiais e moradores é de animosidade. A polícia é tratada como mais um inimigo, não um aliado.

É comum entre os PMs a percepção de que a população sente medo, repulsa e até certo desprezo por eles, como mostra a pesquisa UPPs: o que pensam os policiais, feita recentemente pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. Para a maioria dos policiais entrevistados, os sentimentos dos moradores em relação a eles são de ódio, raiva, aversão, desconfiança, resistência e medo. 

Barbaridades cometidas por alguns PMs ao longo dos anos, como tortura, agressões, execuções de inocentes e fraudes para camuflar assassinatos a sangue-frio, criaram essa rejeição em parte da população. Para ficar em um exemplo rumoroso, desde julho de 2013 não se sabe o que aconteceu ao pedreiro Amarildo, que desapareceu depois de ser levado para a sede da UPP da Rocinha. Vinte e cinco policiais da unidade são acusados de participar da tortura, morte e do sumiço do corpo. 

PM do Rio precisa ser pacificada, diz promotor
Para Paulo Roberto Cunha, da Auditoria Militar, polícia deve ter mais mecanismos de controle, treinamento e fiscalização.

“A questão fundamental é o controle da atividade policial com devido treinamento, a fiscalização do Ministério Público e a atuação do Poder Judiciário”, disse o promotor de Justiça da Auditoria Militar Paulo Roberto Cunha Júnior. Ao lado da juíza estadual Patrícia Acioli, Cunha investigou dezenas de homicídios cometidos por policiais militares em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Em represália às investigações, em agosto de 2011, dois policiais militares assassinaram a juíza na porta de casa, com 21 tiros. Segundo o promotor, o Estado falha em treinar bem policiais e coibir os abusos da PM que vêm à tona desde a década de 90. “Não se pode falar verdadeiramente em segurança pública, se a própria polícia incide na prática de crimes gravíssimos”, disse.

Instrutores do curso de formação preparam os alunos para o pior em termos de autoestima. “Ninguém gosta de você, só seu cachorro!”, diz o instrutor, aos gritos. “A cidade vai odiar você: o porteiro te dá café, a moradora oferece um lanche à tarde, mas todo mundo te odeia, só dá porque você está de farda.” Em vez de aprender o convívio com a sociedade, o policial sai preparado para o confronto. “A PM não é feita para matar, não deve matar, a não ser em absoluta defesa pessoal ou de terceiros”, diz o coronel Robson Rodrigues, até dezembro chefe do Estado-Maior da corporação. “Mas morremos muito e matamos muito.” O Brasil é um dos países com o maior número de policiais mortos em confronto. Em 2014, último ano disponível na estatística, 352 policiais foram mortos no país – só para comparar, foram 96 nos Estados Unidos e apenas oito no Reino Unido. Segundo um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Rio de Janeiro  é o Estado com o maior número de policiais assassinados em confrontos, com 93 em 2013 e 95 em 2014.

Dessa forma vemos que a questão de conduta de determinados policiais não mudou muito daqueles do tempo do cangaço, a não ser em armamentos mais modernos. Sabemos que a sociedade necessita e muito, ter forças de repressão ao banditismo. Aqui cabe a máxima: é preferível ter que não ter.

Acontece que os governos atuais, mesmo preocupados com a violência, não investem em muitos recursos para a formação policial no trato com as comunidades. 

Nessa reportagem da Revista Época, vemos uma policial, a Capitã Bianca, que perdeu o marido, também policial, o capitão da PM Uanderson Silva, que foi morto aos 34 anos durante um confronto com traficantes no Complexo do Alemão, tentar investir no social e vir a sentir o clima entre policiais e moradores, que é de animosidade. 

A polícia é tratada como mais um inimigo, não um aliado. Para amainar a situação, no passado a Capitã Bianca considerou criar um programa de distribuição de presentes no Dia das Crianças. Mas o projeto minguou, segundo ela, pela resistência da população local. “Sentia o medo das crianças em falar comigo”, diz. “Elas crescem com a visão de que o policial é violento.” 

Dessas considerações vemos que os policiais vivem em uma fronteira de violência, e em osmose absorvem a tal.

Quando teremos uma polícia eficiente no trato com os cidadãos em usar a mão pesada da lei, obedecendo a essa com justiça? 

Respondo: Quando mudarmos a formação dos programas preparatórios e darmos condições psicológicas, sociais e materiais àqueles que vestem uma farda, ou não, para proteger os cidadãos e ter respeito por eles.