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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

5 lições do Magazine Luiza, segundo Harvard

Estudo da Harvard Business School mostra por que a empresa se transformou na rede de varejo de eletrodomésticos que mais cresce no Brasil.

Todos os anos, pesquisadores da HARVARD BUSINESS SCHOOL, uma das melhores escolas de negócios do mundo, se dedicam a uma missão extremamente difícil: compreender profundamente por que, afinal, algumas empresas conseguem vencer e outras não. Neste ano, um grupo desses pesquisadores estudou a trajetória de uma das companhias brasileiras que mais tem prosperado ultimamente - o Magazine Luiza, rede de varejo de eletroeletrônicos e moveis de Franca, no interior de São Paulo. O estudo, recem-concluído e obtido com exclusividade por EXAME, e uma radiografia detalhada das razões por trás da ascensão de uma empresa cujo faturamento aumentou 415% em dez anos - num setor que, no período, passou por varias crises e viu desaparecer nomes estabelecidos, como Mappin e Mesbla. "O Magazine Luiza nos chamou a atenção graças a seu crescimento incomum", diz Ricardo Reisen de Pinho, pesquisador da Harvard no Brasil e co-autor do estudo com Frances Frei, professora da instituição. Com faturamento previsto de 2 bilhões de reais neste ano, o Magazine Luiza deve passar a gaúcha Colombo e se estabelecer como a terceira maior rede do setor no pais, atrás apenas da paulista Casas Bahia e da carioca Ponto Frio. "Ha um conjunto de fatores que explica essa expansão", diz Pinho. "Entre eles estão liderança firme e capacidade de implantar medidas inovadoras”. Continuar crescendo, diz o estudo de Harvard, é o principal desafio da empresa daqui para a frente. Do trabalho, ainda é possível extrair preciosas lições que podem ser aproveitadas por empresas de todos os setores. Veja a seguir os cinco principais ensinamentos que a historia recente do Magazine Luiza tem a oferecer ao mundo dos negócios:
1 - AGILIDADE NAS DECISOES
A rede sabe mudar rotas para aproveitar oportunidades
Nos últimos nove anos, a empresa dirigida pela empresária paulista Luiza Helena Trajano adquiriu sete redes. Quatro delas, compradas de um ano e meio para cá, são do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e incorporaram 150 novas lojas à rede - mais do que os 124 pontos abertos pela Casas Bahia no mesmo período. O plano inicial, no entanto, era seguir outra direção e entrar em Belo Horizonte. "Nossa estratégia é primeiro crescer no interior dos estados e só depois migrar para as capitais, e já tínhamos uma posição forte no interior de Minas Gerais", diz Frederico Trajano, filho de Luiza Helena e diretor de vendas da rede. "Mas surgiu a oportunidade de fazer um bom negocio com a gaúcha Arno. Então aproveitamos”. De acordo com os pesquisadores de Harvard, não se ater ferreamente ao que havia sido traçado no papel foi fundamental para a empresa chegar aonde chegou. "O Magazine Luiza não fica paralisado diante de um dilema", diz Pinho. '“‘As decisões são tomadas rapidamente.” Mas esse senso de oportunidade pode não bastar para um passo estratégico no crescimento - entrar na capital paulista, o maior mercado do pais. "Em São Paulo o Luiza deverá enfrentar uma concorrência que nunca enfrentou antes", diz o consultor de varejo Marcos Gouvêa de Souza. "Será preciso uma estratégia bem elaborada e amadurecida."
2 - LlDERANÇA FORTE
Luiza Helena soube se impor como uma administradora carismática.
A capacidade de gestão de Luiza Helena foi forjada atrás de um balcão. Ela começou a trabalhar no Magazine Luiza aos 12 anos, ao lado da tia, Luiza Trajano Donato, fundadora da rede, de quem recebeu lições sobre como cativar os clientes. "Minha tia é uma empreendedora com garra e visão", diz Luiza Helena. "Aprendi com ela que o cliente é uma espécie de patrão." Ao assumir o grupo, em 1991, Luiza Helena estabeleceu um estilo de gestão carismático não apenas para os clientes. mas principalmente para os empregados. Reza de mãos dadas com os funcionários, trabalha com as portas abertas e promove encontros empolgados com as equipes para ouvir sugestões de como aumentar as vendas. Na avaliação da Harvard, não há como dissociar o sucesso da empresa da figura marcante de Luiza Helena. Mas é uma contradição que pode representar um problema no futuro. "Por causa dessa característica, seu grande desafio será como fazer a sucessão", diz o consultor Renato Bernhoeft. especializado em empresas familiares. "Será preciso que o sucessor seja capaz de personificar 0 tipo de líder inspirador que ela simboliza." Para Luiza Helena, a sucessão já esta encaminhada. "Meu filho e meus sobrinhos trabalham na empresa", diz ela. "Temos uma gestão profissional e, em um ou dois anos, vamos abrir o capital."
3 - FUNCIONARIOS FIÉIS
A cultura da empresa estimula os empregados a perseguir resultados.
Num setor em que os executivos dão extrema importância a números como participação de mercado e volume de vendas, chama a atenção que o Magazine Luiza privilegie a qualidade do relacionamento com o cliente. Para encontrar formas de encantar o consumidor, a cultura da empresa está assentada em formulas que estimulam os funcionários a conhecer cada vez melhor a freguesia. Eles têm autonomia para sugerir ofertas, fechar vendas, avaliar credito e cobrar inadimplentes. O sistema de remuneração não está atrelado apenas às vendas individuais, mas aos negócios fechados pelas equipes de cada loja e à pontualidade no pagamento dos clientes. Toda a escala de valores da companhia existe para que as idéias que brotam no dia-a-dia possam fluir, chegar à cúpula da organização e serem colocadas em pratica. Pode-se dizer que o Magazine Luiza trabalha para ser uma usina de idéias. Elas se materializam em eventos como sorteio de casas no Dia das Mães ou encontros da terceira idade regados a descontos. Uma das promoções mais populares da rede é a Liquidação Fantástica, que ocorre em um dia de janeiro, a partir das 5 da manhã. Nessas ocasiões, clientes formam filas nas portas das lojas para aproveitar descontos de ate 70%.
4 - PRESERVAÇÃO DA CULTURA
A empresa consegue manter seus valores, mesmo crescendo rapidamente.
"No Magazine Luiza, todo mundo fala uma mesma língua, da alta diretoria ao office-boy", diz Pinho. Preservar a cultura empresarial e uma tarefa diária de Luiza Helena e de sua equipe. Nesses anos de crescimento acelerado, essa preocupação poderia ter passado para segundo plano. Mas ocorreu o contrario. Nos Últimos 12 meses, a equipe da área de recursos humanos trabalhou ainda mais do que de costume. Com as recentes aquisições na Região Sul, a rede ganhou de uma hora para outra mais de 2000 funcionários, que precisavam ser rapidamente treinados. Novos gerentes foram levados ao quartel-general em Franca para um programa de imersão. Há poucas semanas, Luiza Helena comandou uma grande confraternização em Santa Catarina para reforçar o aprendizado. Em dezembro, quando o Natal esquenta o comercio, 70 novos pontos-de-venda catarinenses serão reinaugurados com o nome do Magazine Luiza, e a equipe precisa estar afinada. Para os especialistas, os valores do Luiza são um de seus maiores patrimônios. "Com sua cultura de trabalho, o Luiza conquistou o prestigio dos fornecedores, o respeito dos empregados e a atenção dos clientes", diz Gouvêa. "Mas quanto mais rápido for seu crescimento, maior será o risco de perder as características culturais."
5 - OUSADIA E PIONEIRISMO
A rede não tem medo de lançar novas praticas de vendas
Parte do frenético avanço do Magazine Luiza ocorreu graças à capacidade de ousar. "Um dos lemas da empresa é antecipar a mudança", diz Pinho. Em 2001, a rede formou com o Unibanco o LuizaCred, a primeira financeira cujos sócios são um banco e uma rede de varejo. A idéia liberou recursos para que a empresa pudesse investir na expansão. Hoje, as parcerias entre redes de varejo e instituições financeiras são pratica corrente no setor. Uma das idéias mais arrojadas ainda esta à prova. Trata-se das lojas virtuais: Uma rede em que os pontos-de-venda não tem um único produto em exposição - todas as compras são feitas por computadores conectados à internet. Com custos entre 15% e 20% mais baixos que numa loja tradicional, as lojas virtuais funcionam como porta de entrada para cidades com menos de 100 000 habitantes e em bairros de grandes capitais. No Japão, esse modelo de negócios responde por 12% das vendas no varejo. Aqui é visto com algum ceticismo. Se a intuição de Luiza Helena estiver mais uma vez certa, as lojas virtuais poderão representar uma boa vantagem. "Elas são uma alternativa barata para conhecer o terreno que se planeja dominar", diz Daniel Domeneghetti, da consultoria em estratégia e tecnologia E-Consulting.

Fonte: Revista EXAME - Alexa Salomãolomão

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

MIURA KENGI YAMAMOTO, O CÃO AMIGO

Ontem, dia 15 de fevereiro de 2017 por volta das 23:30 faleceu como um passarinho, como dizemos quando o falecimento se dar calmamente - se é que podemos dizer que a morte é calma - o nosso amigo MIURA KENGI YAMAMOTO, batizado assim por nós, quando nasceu. Era um ser da raça canina, de uma humildade tamanha, e de uma paciência incrível. Era desses que aguardava os nossos amigos bichanos beberem água no bebedouro para poder matar sua sede.

A Bíblia tem uma frase interessante aplicada aos patriarcas quando se refere à longevidade deles: "Morreu saciado de dias". Embora entendamos a frase como significando que a pessoa faleceu com bastante idade, também significa que viveu todos os dias de sua vida de uma forma bastante prazerosa. 
Acho que a frase se aplica também para os animais domésticos que são tratados por nós como sendo entes de nossa família - e são.

A maioria das pessoas sabe que os cães envelhecem mais rapidamente que os seres humanos. Dizem que 1 "ano canino" equivale a 7 anos em nosso tempo e você provavelmente já ouviu que, por exemplo, é possível multiplicar a idade do seu cão por 7 para descobrir o equivalente em "anos caninos". Pois bem, na idade de homens, MIURA viveu 110 anos, bem vividos e "saciado de dias". Deixará saudades assim como deixou seus pais e irmãos. Foi o último da prole.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Coiteiros de Cangaceiros X Moradores de Favelas

Em seu livro CORISCO, A SOMBRA DE LAMPIÃO, o autor Sérgio Augusto Dantas na página 203 da primeira edição, tece comentários a respeito da simbiose existente entre os cangaceiros e os campesinos, que unidos naquela vida em comum, ligados por algum motivo, tecem uma teia de convivência íntima enfrentando a polícia, cada um a seu modo. Cangaceiros combatendo na bala e os coiteiros com informações de pistas falsas sobre o paradeiro dos bandidos.

Que motivos tinham os sertanejos para auxiliarem aqueles mesmo opressores travestidos de cangaceiros, que infestavam o sertão nordestino e que até então os governos mesmo combatendo-os, não conseguiam vence-los? 

(1) "Em relatório dirigido ao Secretário do Interior de 
Alagoas, O coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão 
- comandante do Segundo Batalhão de Policia do Estado 
não esconde sua revolta com parte da população sertaneja. 
E, ao relacionar esta com os bandoleiros, o oficial aponta: 
"naturalmente eles estão nos coitos, bem acompanhados, 
recebendo o que lhes enviam os nossos sertanejos que, de 
modo algum, prestam auxilio à força". 

E complementa, desapontado: "nossas volantes estão trabalhando com a esperança única das casualidades, 
pois do nosso povo nada espero mais, e me compadeço da  
miséria em que vivem mergulhados." (Diário Oficial de 
Alagoas, agosto de 1937)."

Por que o sertanejo nordestino preferia proteger os cangaceiros? Para encontrar a resposta vamos aos dias atuais.

Vamos ver a ação da polícia nos dias de hoje:

Em seu artigo no UOL, o jornalista Carlos Madeiro diz que a população que vive em favelas no Rio de Janeiro teme mais a presença da polícia que a de traficantes no local onde moram. Essa é uma das conclusões da "Pesquisa Internacional sobre Homens e Equidade de Gênero". 

O medo da polícia nessas comunidades também é superior ao de milícias. Por que?

Tatiana Moura, diretora executiva do Instituto Promundo e coordenadora da pesquisa, acredita que o alto índice de medo da polícia explicitado na pesquisa é "natural" pelo contexto em que vivem essas comunidades.

"Atribuímos isso à presença violenta da polícia ao longo das décadas nas comunidades. A verdade é triste, porque a presença do Estado ao longo da história tem sido mais violenta que pacífica. É uma força da autoridade, que entra muitas vezes para lançar medo, e é responsável por grande parte do homicídios", afirmou. 

Eis aí a resposta!

Vejam esse artigo AQUI e reparem na violência impetrada. 
E vejam também AQUI os efeitos nefastos.

O mesmo se dava com os sertanejos nordestinos onde os cangaceiros atuavam. Eles eram "mais bem" tratados por eles que pela polícia.

No morro nos dias de hoje, a população mesmo sabendo quem são os bandidos, não os denunciam. Preferem viver alheios pois convivem juntos e lógico que emudecem, para não sofrerem violência dos bandidos, assim como os sertanejos do tempo do cangaço. Moram juntos porém em casas separadas.

No passado, os sertanejos viviam o mesmo paradigma e por conta dessa violência, amuavam-se e mesmo temendo os cangaceiros, preferiam conviver em paz com eles, pois com a polícia, a violência vinha dobrada.

Com esse artigo, quero dizer que a população para mudar essa forma de agir, tem que vivenciar uma polícia respeitadora de seus direitos. Por serem pobres, não significa que não são cidadãos, que notando da parte da polícia, um trabalho firme e combativo aos bandidos, feitos conforme a lei e os preceitos legais, ela cooperará.

(1) CORISCO, A SOMBRA DE LAMPIÃO § 4 e 5

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Maria Bonita - Bela, recatada e 'não do lar'

A polêmica frase "Bela, recatada e 'do lar' nos diz que "...são palavras muito específicas e que objetificam as mulheres." 

A autora (1) dessa frase faz comentários e diz que BELA, simbolicamente, toda mulher tem de ser bonita. Esse valor é algo muito forte tanto na sociedade ocidental quanto na oriental. Não importa o que aconteça, mesmo que a mulher tenha acabado de ter um filho, tem de estar com a barriga sarada duas semanas depois. 

O recatada e o 'do lar' vêm de encontro ao 'bela' para formar a imagem de mulher perfeita, que sabe se colocar no lugar dela e é submissa ao marido. É aquela velha história de que atrás de um grande homem sempre há uma mulher. Essa escolha de palavras segundo ela, foi muito infeliz. "Não me espanta a repercussão negativa que o perfil teve, embora no Brasil, ainda exista aquela imagem de que uma mulher foi estuprada porque estava de roupa curta", arremata.

No feminismo, o que se prega é que cada mulher pode fazer o que quiser. Se quer parar de trabalhar para cuidar dos filhos? Ok. Se quer casar com um homem mais velho? Ok. 

"Ela tem direito de ser quem quiser, mas não se pode criar uma simbologia de que a mulher perfeita deve seguir esses parâmetros."

Em uma sociedade escravagista como a nossa sempre foi perfil da mulher ser uma senhora de engenho, bonita, escolhida para casar, recatada, pois era preciso ser do lar, pois era onde as mulheres ficavam limitadas nessa época.

O livro Bonita Maria do Capitão (2) conta a história de mais uma mulher que se viu coagida por uma sociedade impositiva que fazia as mulheres serem "Belas, recatadas e preparadas para lar." - Maria Bonita preferiu sair do lar imposto pela sociedade, para fazer de seu lar, o mundo encantado do sertão.

Maria Bonita, mesmo sendo uma mulher pobre, não muito culta, e como quase todas as mulheres sertanejas daquela época, estava sendo preparada por seus pais para serem recatadas donas de casa, cuidar do marido e dos filhos. Mas algo aconteceu em sua vida que a retirou desse marasmo imposto por uma sociedade que olhava para as mulheres serem exclusivamente 'do lar'.


Mas essa Maria não se deixou dominar por isso e sem saber que passaria a ser famosa, "...abandona o anonimato para pertencer à história do mundo."


"No caso de Maria Bonita é diferente. Essa "Maria fez de si a própria entrega para a história. Ela deixa de ser uma promessa e concretiza-se em senhora de seu destino ao tomar a decisão de abandonar sua família para viver ao lado do mítico cangaceiro Lampião. Essa Maria é a do Capitão."

Não sei por que Joaquim Góis, ex-volante em seu livro intitulado Lampião: O último cangaceiro, que teve a oportunidade de conhecer Maria Bonita em sua casa, onde morava com seu primeiro marido, resolveu descrever a aparência física dela antes dela ser a companheira de Lampião! 

Lógico que devemos entender que aqui se aplica o velho ditado que diz que “não existe gente feia” pois a beleza ou feiura estão nos “olhos” daquele que ver.

Mas segundo ele, ao entrar na tenda do sapateiro Zé de Nenê, com o propósito de fazer algumas encomendas, notou uma mulher acabrunhada e sem beleza e escreveu que "... ao seu lado uma cabocla apagada, rosto de linhas inseguras, olhar vago e fugidio, corpo solto no desalinho e no mau gosto de 
um vestido barato, de chita ordinária, marcado de cores berrantes, costurado à moda de como costuram as mulheres de fim de rua das cidades pequenas. Pés grandes, esparramados dentro de duas sandálias grosseiras, e rosto comprido, moles, desbotadas; mãos de unhas sujas, mãos pequenas, descuidadas; duas argolas vermelhas de ouro duvidoso caíam-lhe das orelhas; cabelo de um castanho fosco, penteados em um volumoso cocó, bem aprumado, um pouco acima da 
nuca; pescoço curto, queixo atrevido, boca carnuda escondendo desejos; lábios corados como uma fruta entreaberta, pedindo caricias; seios bambos, caídos; quadris batidos; pernas fortes, semblante sem a beleza de um sorriso meigo, quase duro na sua expressão [...]. De mulheres vulgares como Maria de Déa, está cheio este sertãozão de meu Deus" 
(GÓES, 1966, p. 212). 

O que fez Góes mostrar uma pessoa que todos tinham como sendo uma bela mulher, dessa forma?
Lembremos-nos que “não existe gente feia” e que talvez naquele momento em que Góis entrou no recinto, Maria estivesse abatida talvez por uma situação de constrangimento e cansada pela vivência com o sapateiro, em constantes discussões, tivesse relaxado na indumentária e no semblante.

Vemos e podemos assimilar, que essa palavras, talvez até um pouco desconfortáveis, foi a visão momentânea do autor. Tudo bem que as sertanejas se arrumavam bem melhor aos domingos de Missa ou festinhas de largo ou algum outro evento. Mas se me permitem eu digo que foi uma maldade muito grande de Góes, retratar Maria Déa dessa forma.

Em reportagem do Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, edição de 8 de abril de 1967 o jornalista Luis Carlos Rollemberg Dantas em reportagem sobre o livro de Góis, diz que além de "liquidar com as intenções de determinadas publicações que procuram mostrar Lampião como herói" também mostra "... Maria Bonita, figura transfigurada pela lenda, e restabelecida convincentemente na realidade" como se Góis retratasse Maria Bonita convincentemente como feia e desengonçada, e isso fosse a realidade.

Para contrapor essa ideia vejam essa foto tirada enquanto Maria estava "no lar" - antes de entrar no cangaço.

Uma bonita sertaneja com penteado simples e vestido comum, mas que realçava a beleza dessa mulher. Uma beleza que talvez não aparecesse em instantes de desconforto com a vida sem atrativos que levava.

Segundo as autoras do livro Bonita Maria do Capitão, o "... que se pode crer é que ela apresentava uma aparência comum, sem atrativos físicos que a colocassem em algum patamar de beleza."

Agora vejam essa foto feita no cangaço, mostrando o seu eu interior, livre e liberta dos dogmas criados pela falsa e puritana sociedade. Maria do Capitão em seu sorriso de alegria, cativou não só a Lampião, como a outros cangaceiros, que testemunharam sua índole. Essa morena realmente era uma Rainha de seu Rei. Ela era "Bela e Recatada" e seu Lar, a Caatinga do Sertão Nordestino! Seu "crime" foi querer viver livremente e podemos afirmar que ela encontrou a liberdade que almejava, nos braços de "uma fera perigosa" - mulher nova bonita e carinhosa... faz o homem gemer sem sentir dor!



NOTAS:

1 - Helena Jacob, coordenadora do curso de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero e doutora em comunicação e semiótica pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo

2 - Autoras: Vera Ferreira e Germana Gonçalves - Parte 1 Vida e Modos de Maria

Todas as frases em aspas estão nos livros e citações jornalísticas.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Como faço para memorizar mais rápido?

Por que aprender a fazer qualquer coisa da maneira mais difícil quando você pode se beneficiar de atalhos?

Use essas 3 dicas para melhorar o seu estudo e memorização e mais 2 para solidificar o que aprendeu.

Dica # 1: Use um timer.

É incrivelmente difícil de se concentrar em qualquer assunto, se você sabe que você estará gastando horas em sua mesa estudando. Para as sessões de estudo orientadas, use um temporizador para criar pequenos prazos você pode trabalhar no sentido. O benefício? Seu cérebro pode se concentrar em uma forma mais direcionada e eficaz, tudo em um curto período de tempo. Veja como:

Para ler pela primeira vez e revisão de material de estudo: definir o temporizador para incrementos de 30 ou 60 minutos para maximizar a concentração; Ou, você também pode tentar o técnica Pomodoro , que consiste em 25 blocos minuciosos de tempo, seguido por pausas de 5 minutos.


Para a preparação para exames: usar as perguntas de revisão prevista quer no seu livro ou dado pelo seu professor (se você não tem nem, criar suas próprias perguntas com base nos conceitos mais importantes de cada capítulo). Faça as perguntas para baixo em uma folha de papel. Em seguida, use a técnica Pomodoro dar-se apenas a um curto tempo para responder a cada pergunta. Use cada bloco de 25 minutos de tempo para abranger várias perguntas, e ir para baixo na lista até que tenha coberto todos eles.

Dica # 2: Ensine o que você aprendeu.

Uma das técnicas de memória mais poderosos que as pessoas não tocar em está recordando informação recentemente aprendida por ensiná-lo a outra pessoa. O benefício? Ele ajuda você a avaliar, recuperar e manter o que você aprendeu de uma maneira muito melhor do que apenas silenciosamente olhando por cima do material. Veja como:

Obter uma audiência: ele pode ser um amigo ou membro da família. Muito tímido para falar com alguém? Finja que você tem um casal de estudantes invisíveis que realmente precisam de aprender o que você acabou coberto!

Criar uma sala de aula improvisada: tomar uma grande folha de papel branco (ainda melhor: Fita juntos 4-6 folhas para uma superfície de escrita maior), então gravá-lo para sua parede do quarto ao nível dos olhos. Certifique-se de que você tem um pouco de espaço para ficar na frente dele, assim como você estaria em pé na frente de um quadro-negro real em uma sala de aula. Tenha uma caneta à mão, talvez até um marcador preto grosso (ou diferentes marcadores coloridos) para sublinhar conceitos importantes.


Chegar ao trabalho: Faça um esboço dos pontos mais importantes que você aprendeu no capítulo que você acabou coberto, em seguida, passar por cima dos conceitos em voz alta, um por um. Faça a sua "palestra" ganham vida desenhando diagramas na lateral e fornecendo alguns exemplos; adicionar um pouco de humor ou uma pequena história para torná-lo ainda mais interessante. No final, resumir o que você pensou ser peças-chave da palestra e destacar essas seções com seu marcador grosso ou marcador. No momento em que você terminar, você vai solidificar o que você aprendeu, usando pistas visuais para memorizar e recordar as partes mais importantes da lição.

Dica # 3: construir um palácio de memória.


Um palácio de memória ( "o método de loci "- Use o Tradutor se não ler em inglês) é uma técnica de aumento de memória que remonta aos antigos gregos e romanos. É chamado de um palácio, porque representa um lugar ou uma série de lugares que você pode criar em sua mente para armazenar informações que você precisa se lembrar. O benefício? Seu cérebro se lembra de informações melhor quando é contada em um formato de história, e uma grande parte desta técnica é contar a história de onde a informação está localizada. Veja como começar:

Para acelerar o processo de memorização, tente mais 2 dicas:
Dica # 4: Visualize seu progresso.
Esta é uma técnica chamada de construção de um modelo mental ; você imaginar em detalhes o que você espera para ler e aprender. Como você imagina os detalhes, certifique-se de cobrir todas as etapas que você vai fazer a cobertura. Por exemplo: se você está estudando ou aprendendo algo novo, visualizar cobrindo uma certa quantidade de material (capítulos, parágrafos, secções), tomar notas sobre os conceitos importantes que você descobre, anotando perguntas para pesquisar mais tarde. O benefício? Você treinar seu cérebro para antecipar os próximos passos e mapear todo o processo de aprendizagem de uma forma que é mais fácil de entender.
Dica # 5: Agendar um treino para depois da sua sessão de estudo.
O exercício é importante para aumentar a memória, mas o tempo dele é fundamental. Os cientistas descobriram que as pessoas que se exercitaram quatro horas após a sua sessão de estudo manteve a informação melhor alguns dias mais tarde do que aqueles que se exercitavam ou imediatamente depois de estudar ou aqueles que não exercer a todos. As varreduras do cérebro do estudo mostram que o exercício com um atraso afeta o hipocampo, área do cérebro que é importante para a aprendizagem e memória.
Fonte da matéria: https://www.quora.com/How-do-I-memorize-faster

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A Família e a Religião

A Família e a Religião  

Quando vemos a família sentir a decisão de um membro em servir a uma religião, de que forma podemos supor como seria o clima ideal para todos? 

Essa pergunta é importante pois por certo existem questões que devem ser levadas em consideração, porque conforme o nome família, subentende-se que é um conjunto de pessoas com fortes vínculos de amor, respeito e consideração. 

Infelizmente não é isso que vemos comumente quando um ou mais membros, decidem optar por uma seita religiosa qualquer. Geralmente por se tratar de seitas, os novos membros são incentivados a terem em seu círculo de amizade apenas seus "novos irmãos" - característica das seitas, pois com lavagem cerebral, faz que seus membros fiquem emaranhados em suas teias de tal forma que não sobra-lhes tempo para amizades fora dela.  

Aplicam textos bíblicos tais como 1 Coríntios 15:33 que diz "más companhias estragam hábitos úteis." - Claro que uma má companhia poderá trazer dissabores, isso não resta dúvidas. Mas o que dizer quando esse texto é usado para afastar pessoas cidadãs, pessoas honestas e íntegras, mas apenas porque não fazem parte da seita? 

As seitas usam muito essa frase "Seja amigo de quem ama a Deus" e procuram incutir na mente de seus membros, que Jesus sempre estava com seus amigos que adoravam seu Deus, e que quando visitava pessoas fora desse círculo, ele o fazia para falar de Deus e convencer os visitados à sua fé. Interessante que os adeptos de seitas não conseguem enxergar que esses visitados eram Judeus iguais a Jesus, que sempre foi da religião judaica e adorava o Deus dos Judeus e nunca quis sair da religião judáica! 

Também procuram mostrar para seus membros, que aqueles que não adoram seu Deus, são pessoas iniquas e más, inclusive usando argumentos em que fecham com textos da Bíblia falando de pessoas más.  

Em determinada publicação religiosa, lemos:  

"Que tal pegar a sua Bíblia? Vamos ver o que ela diz sobre como as companhias afetam a nossa vida. O texto está em 1 Coríntios, capítulo 15, versículo 33. Achou? — Diz assim: “Não sejais desencaminhados. Más associações estragam hábitos úteis.” Isso quer dizer que, se andarmos com gente ruim, poderemos nos tornar ruins também. Mas boas companhias vão nos ajudar a ter bons hábitos. Nunca se esqueça de que a pessoa mais importante na nossa vida é Jeová. Não queremos estragar nossa amizade com ele, queremos? — Então devemos tomar cuidado para ter amizade só com pessoas que amam a Deus. Podemos ver a importância de ter o tipo certo de amigos em Salmo 119:115; Provérbios 13:20; 2 Timóteo 2:22 e 1 João 2:15". 

Como vemos, os líderes religiosos procuram confundir os seus membros em dizer que todos os que estão fora de suas organizações são pessoas más, pois se não amam a Deus, no caso dessa publicação citada, são incrédulos e más companhias – e isso mesmo que sejam bons cidadãos e exemplares pais de família; são taxados de "ruins" como vimos na dissertação da publicação. 

Também em outra publicação religiosa, alerta seus leitores: "Se queremos fazer a vontade de Deus, não devemos amar o mundo nem as coisas no mundo. (Leia 1 João 2:15, 16.) Satanás é “o deus deste mundo”. Ele usa as religiões, os governos, o comércio e os meios de comunicação para controlar e enganar as pessoas. (2 Coríntios 4:4; 1 João 5:19) Não queremos que o mundo nos leve a fazer coisas ruins, então precisamos ter cuidado com as más companhias. A Bíblia nos avisa: “Não se deixem enganar. Más companhias estragam bons hábitos.” - 1 Coríntios 15:33 

Ora... vemos os dirigentes dessas seitas ditas cristãs, se envolverem no mundo, na política, nos governos e no comércio. Alguns com fortunas ao ponto de terem aviões particulares e helicópteros, por conta do dízimo recolhido de seus fiéis, comprando fazendas e morando em colossais mansões, enquanto a Bíblia diz que Jesus Cristo não tinha nem um travesseiro para por sua cabeça, e os apóstolos distribuíam entre os pobres as doações dos seguidores de Cristo. Vemos hoje esses líderes construírem grandes templos e gráficas de primeira geração para aumentar seus "negócios" - porque sim, a religião virou um grande balcão de negócios. 

Em outro artigo, os editores dizem: "É normal querer agradar aos nossos amigos, ser aceito por eles e querer fazer o que eles fazem. Por isso é perigoso ter amizade com alguém que não obedece a Deus. Por exemplo, se temos muita amizade com pessoas imorais, podemos nos tornar iguais a elas. Isso já aconteceu com alguns de nossos irmãos e irmãs. E aqueles que não se arrependeram precisaram ser desassociados. (1 Coríntios 5:11-13)." 

Vemos então os membros dessa seita serem exortados a afastarem-se de "amizade com alguém que não obedece a Deus" e compele seus leitores a igualar bons cidadãos e pais de família íntegros com malfeitores, quando usa textos condenatórios a tais, e no final do parágrafo, faz uma ameaça usando a advertência do apóstolo Pedro quando se referiu a pessoas iniquas, gananciosas, falsas e não amantes da justiça - que por certo nenhum bom cidadão, mesmo não sendo adepto de religião, até mesmo ateu, mas cumpridor das leis dos homens, por certo não se acompanharia com tais, pois Pedro fala nesse capítulo 2, de pessoas que antes tinham o conhecimento da justiça de Deus e que então passaram a cometer as mesmas ações que cometiam antes de conhecerem o amor de Deus e de Jesus Cristo. 

O que me chama a atenção, é a forma sorrateira dos argumentos dessas várias seitas que se dizem cristãs, que misturando raciocínios falsos, caem na situação em que São Pedro mostrou para os cristãos antigos:  

"No entanto, houve também falsos profetas entre o povo, assim como haverá falsos instrutores entre vocês.  Esses introduzirão sutilmente seitas destrutivas e negarão até mesmo o dono que os comprou, trazendo sobre si mesmos uma destruição rápida.  Além disso, muitos seguirão sua conduta insolente, e, por causa deles, as pessoas falarão mal do caminho da verdade.  Também, movidos por ganância, eles explorarão vocês com palavras enganosas. Mas a condenação deles, decretada há muito tempo, não tardará, e a destruição deles não está dormindo." - 2 Pedro 2:1-3 

Dessa forma, as seitas religiosas constituem-se um perigo para a sociedade quando impõem a seus membros afastarem-se de pessoas – inclusive familiares – que não estão com eles na adoração escolhida. Estamos hoje no Brasil, vivendo momentos perigosos onde são eleitos pastores de seitas para o Congresso Nacional, onde já estão impondo suas maneiras de interpretar a Bíblia e fazendo suas leis para a inteira sociedade. Por certo, a maioria dos brasileiros não querem uma sociedade teocrática. Não por não ter Deus em seus corações, mas por acharem que religião é opcional e não pode ser imposta.