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WILLIAM FRANÇA
DO ENVIADO ESPECIAL
Há vários fatos curiosos envolvendo a história da suposta morte de
Lampião. Um deles é que sua cabeça ficou 30 anos, seis meses e nove dias
insepulta, aguardando pronunciamento da Justiça.
Só foi enterrada em fevereiro de 1969, no cemitério Quinta dos
Lázaros, em Salvador, depois que a Presidência da República (governo Costa e
Silva) o indultou.
Durante todo esse tempo, foi exibida para estudantes e curiosos. E só
foi submetida a um exame necrológico quatro dias depois do degolamento em
Angico.
O autor da única autópsia feita na cabeça, José Lages Filho, do IML de
Maceió, registrou que o estado em que a recebeu - em decomposição, quatro
dias após ser decepada, e com um tiro que atravessou o crânio- impediu que
ele fizesse "um estudo acurado".
Por isso, ele só sugeriu no laudo que ela pertencesse a Lampião. Lages
Filho escreveu: "Em resumo, embora presentes alguns estigmas físicos na
cabeça de Lampião (...), faltam deformações e outros sinais aos quais tanta
importância emprestava caracterização do criminoso nato". A Fundação
Joaquim Nabuco tem cópia do laudo.
Mas o fato mais estranho, que assustou até familiares de Lampião, foi
o irmão do cangaceiro, Ezequiel, ter reaparecido vivo em 1984 na cidade de
Juazeiro (CE).
A história registrava que ele, que também era cangaceiro, havia sido
morto em 1926, numa emboscada.
Ezequiel usava o nome de Francisco e só revelou sua identidade ao
buscar em Serra Talhada (PE) documentos para aposentar-se.
Personagens remanescentes do cangaço foram taxativos ao afirmar que só
um irmão verdadeiro de Lampião saberia responder questões que ele respondeu.
Ezequiel contou à época (ele morreu em 1987) que em 1926 desistiu de
continuar no banditismo.
Negociou com o Rei do Cangaço e, quando houve uma morte no bando, o
irmão, Lampião, fez com que as roupas fossem trocadas entre o cangaceiro
morto e Ezequiel, que ganhou dinheiro suficiente para fugir e mudar de vida.
Segundo o relato, foi feito um enterro simulado. A prática de
simulação de enterros foi uma constante no bando de Lampião. "Ninguém
sabia o nome verdadeiro de ninguém. Todo mundo só tinha apelidos", disse
o ex-cangaceiro Candeeiro. Esse recurso era usado para dar a impressão de que
o bando era invencível e nunca perdia homens nos confrontos.
(WF)
Versão impressa ISSN 0004-282X Versão on-line ISSN 1678-4227
Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.77 no.1 São
Paulo jan. 2019
NOTA HISTÓRICA
Lampião, Lages, Lombroso: a autópsia do bandido
rei do sertão brasileiro
Lampião, Lages, Lombroso: uma autópsia do Rei do Cangaço
Charles André 1 2 http://orcid.org/0000-0001-8081-5741
Laura Minc Baumfeld André 3 1 Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Medicina,
Departamento de Neurologia, Rio de Janeiro RJ, Brasil 2 Sinapse Neurologia e Reabilitação, Rio de Janeiro RJ, Brasil3 Promotor do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro RJ, Brasil
Lampião, o mais famoso líder brasileiro de
bandidos, foi morto e decapitado durante uma emboscada em 1938. O médico
legista da polícia de Alagoas, Dr. José Lages Filho, fez uma autópsia da
cabeça. Fortemente tendencioso às idéias antropológicas do famoso
psiquiatra e criminalista italiano Cesare Lombroso, o exame encontrou apenas
algumas das chamadas características criminosas congênitas. A doutrina
Lombroso e uma série de teorias relacionadas influenciou fortemente
raciocínio médico e política na primeira metade do 20 º século. Estudos
genéticos e neurocientíficos modernos ainda estão procurando as possíveis
raízes biológicas do mau comportamento e da criminalidade.
Palavras-chave: Autópsia; comportamento criminoso; Medicina
forense; Antropologia Forense; História; século 20
Lampião foi o líder cangaceiro mais famoso do
Brasil. Foi morto e decapitado após emboscada em 1938. O Dr. José Lages
Filho, médico legal da polícia de Alagoas, executou uma autópsia parcial,
restrita à cabeça. O exame focalizou a busca de traços físicos
característicos do chamado crime nato, de acordo com uma teoria antropológica
criminosa desenvolvida pelo psiquiatra italiano Cesare Lombroso. A
doutrina de Lombroso e outras com ela relacionadas influencia fortemente o
raciocínio médico e político na primeira metade do século 20. Seus ecos ainda
hoje são perceptíveis em estudos genéticos e neurocientíficos contemporâneos,
que são mostrados como bases biológicas de desvios comportamentais e de
criminalidade.
Palavras-chave: Autópsia; comportamento criminoso; Medicina
Legal; Antropologia Forense; História; Século XX
“Nunca mais há acendê
O tal Lampião falado .
Na capitá do Estado
Sua cabeça se vê
Para o governo conhecê
Sua terrive feição
E dizê: este é o dragão
Forte, cru e valente.
Contudo mandei minha gente
E apagado o Lampião ”.
Manuel Neném
Virgulino Ferreira da Silva (1898-1938) - mais
conhecido como Lampião - era o líder mais notório de uma forma de banditismo
conhecido no Brasil como cangaço , que era endêmica no
sertão Nordeste na primeira metade do 20 º século.
Seu grupo fora da lei devastou aldeias nas
décadas de 1920 e 1930. Os governos regionais e centrais fizeram muitas
tentativas de dizimar suas tropas e finalmente conseguiram decapitá-lo ao
amanhecer de 28 de julho de 1938 - em Angicos, Sergipe. A emboscada
resultou na morte de 11 bandidos (incluindo duas mulheres) e um
soldado. Mais de 20 outros bandidos escaparam 1 . O apelido Lampião, que em
inglês significa “lanterna” ou “lâmpada de óleo”, foi adquirido porque ele
podia disparar um rifle de ação com alavanca tão rápido que, à noite, parecia
que ele estava segurando uma lâmpada 1 .
Lampião, sua companheira de vida Maria Bonita
(Maria Gomes de Oliveira) e todos os outros que foram capturados foram
decapitados (três deles ainda vivos) e suas cabeças exibidas em várias
aldeias ( Figura 1 ) durante o transporte para
Maceió (Estado de Alagoas), onde foi realizada autópsia limitada.
Figura 1 Os chefes de Lampião e outros
10 bandidos exibidos em Piranhas, Alagoas. A cabeça de Lampião está na
primeira fila e a de Maria Bonita logo acima. Fotógrafo desconhecido -
CASTRO, José, em: Ciclo do Cangaço, Memórias da Bahia, vol. 4, Empresa
Baiana de Jornalismo, Salvador, 2002, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3586224
MÉTODOS
Pesquisamos o relatório original da autópsia,
documentos e parentes do médico responsável pela autópsia. O presente
texto analisa esses resultados e discute a influência da criminologia
antropológica na época.
RESULTADOS
A autópsia foi realizada em 31 de julho de 1938,
durante a noite, pelo Dr. José Lages Filho (1910-1997). Lages, formado
em 1931 na Faculdade de Medicina da Bahia, era médico legista desde 1935
( Figura 2 A). Posteriormente, foi um
dos fundadores da Faculdade de Medicina de Alagoas, em 1950, e tornou-se seu
primeiro professor de Medicina Legal 2 .
Figura 2 Médicos José Lages Filho e
Cesare Lombroso. A. Dr. Lages (lado direito da foto) com Dr. Ezechias da
Rocha, médico clínico associado da Santa Casa de Maceió, onde foi examinado o
chefe de Lampião, e Melchiades da Rocha, jornalista que documentou toda a
história de a morte do criminoso. https://i2.wp.com/www.historiadealagoas.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Professor-Ezechias-da-Rocha-chefe-da-Cl%C3%ADnica-da-Santa-
Casa-jornalista-Melchiades-da-Rochae-Dr.-Lages-Filho.jpg B. O
criminologista positivista italiano, Dr. Cesare Lombroso, nascido como
Ezechia Marco Lombroso (1835-1909). Fotógrafo desconhecido - reproduzido
em “Rassenkunde des jüdischen Volkes” por Hans FK Günther 1929, JF Lehmanns
Verlag, Munique. Domínio público,https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2770466
A cabeça de Lampião, embora já bastante
danificada por quatro dias de conservação inadequada de conhaque e sal, foi a
única que ainda permitiu o exame 1 . A caixa 1 mostra a descrição da autópsia.
Na autópsia de Lampião, José Lages Filho só
conseguiu encontrar microdontia, assimetria acentuada da orelha e abóbada
palatina oval como traços inatos que ele considerou relevantes para
caracterizar a natureza criminosa do fora da lei de acordo com os critérios
desenvolvidos e divulgados pelo psiquiatra italiano Cesare Lombroso (1835-
1909).
DISCUSSÃO
A decapitação de criminosos e inimigos políticos,
e mostra de sua cabeça como uma espécie de troféu, não era incomum no Brasil
durante a 18 ª , 19 ª e início dos
anos 20 th séculos, pelo menos na região Nordeste 1 , 3 . Corisco, um dos tenentes de
Lampião, decapitou, enquanto ainda estavam vivos, seis membros da família do
informante da polícia considerados responsáveis pela emboscada mortal do chefe e os enviou ao policial que o comandava 1 .
Relatório
de autópsia do Dr. José Lages Filho (tradução dos autores) 1 . A autópsia da cabeça
ocorreu apenas em 31 de julho de 1938, quatro dias após a morte do
bandido. A cabeça de Lampião já estava em más condições, pois havia sido
transportada em um barril de querosene cheio de água, aguardente ( cachaça )
e sal, e exibida ao público em muitas aldeias durante esse período. O
foco na classificação antropológica e nas características sugestivas de
tendências degeneradas de acordo com a doutrina antropométrica criminal de Lombroso
é aparente.
“No Serviço Médico-Legal do Estado de Alagoas, o
chefe do célebre bandido Lampião, que durante 20 anos foi o terror do sertão
nordestino, foi admitido às 22:00 de 31 de julho de 1938. Infelizmente, o O
estado em que chegou ao necrotério não permite um estudo detalhado e
meticuloso à luz da antropometria e da anatomia criminais, pois Virgulino
Ferreira foi atingido por um projétil de arma de fogo que atravessava seu
crânio, saindo da região occipital, atingindo vários ossos, como o osso mandibular
no nível de sua porção média, ossos frontal, parietal direito, temporal e
base direito, que foram reduzidos a múltiplos fragmentos. No entanto,
após cuidadosa reconstituição da cabeça, podemos traçar o perfil
antropológico da seguinte forma: pele marrom-amarela, que a classifica como
pertencente ao grupo dos “Xantodermas brasileiros”, de acordo com o
sistema de classificação de Roquette-Pinto; - testa fugaz; -
cabelos tipo lissotric, pretos, lisos e longos, dispostos em uma trança pendente; -
barba e bigode, com cabelos lisos, pretos e escamosos; dolicocefálico,
contrastando com os outros indivíduos de sua etnia, o braquicefálico em
geral. O perímetro cefálico é igual a 57 centímetros. O diâmetro
ântero-posterior máximo atinge 150 milímetros. Índice cefálico 75. Face
de tamanho relativamente pequeno, sendo impressionante à primeira observação,
as dimensões do pequeno osso mandibular, com os ramos horizontais formando um
ângulo reto no encontro dos ramos ascendentes correspondentes. Assim, a
face total ( - barba e bigode, com cabelos lisos, pretos e
escamosos; dolicocefálico, contrastando com os outros indivíduos de sua
etnia, o braquicefálico em geral. O perímetro cefálico é igual a 57
centímetros. O diâmetro ântero-posterior máximo atinge 150 milímetros. Índice
cefálico 75. Face de tamanho relativamente pequeno, sendo impressionante à
primeira observação, as dimensões do pequeno osso mandibular, com os ramos
horizontais formando um ângulo reto no encontro dos ramos ascendentes
correspondentes. Assim, a face total ( - barba e bigode, com
cabelos lisos, pretos e escamosos; dolicocefálico, contrastando com os
outros indivíduos de sua etnia, o braquicefálico em geral. O perímetro
cefálico é igual a 57 centímetros. O diâmetro ântero-posterior máximo
atinge 150 milímetros. Índice cefálico 75. Face de tamanho relativamente
pequeno, sendo impressionante à primeira observação, as dimensões do pequeno
osso mandibular, com os ramos horizontais formando um ângulo reto no encontro
dos ramos ascendentes correspondentes. Assim, a face total ( sendo
impressionante à primeira observação, as dimensões do pequeno osso
mandibular, com os ramos horizontais formando um ângulo reto no encontro dos
ramos ascendentes correspondentes. Assim, a face total ( sendo
impressionante à primeira observação, as dimensões do pequeno osso
mandibular, com os ramos horizontais formando um ângulo reto no encontro dos
ramos ascendentes correspondentes. Assim, a face total (O comprimento
do rosto ) é de 170 mm, o comprimento total da face ( face )
130 mm, o rosto simples ( face) comprimento 85 mm, diâmetro
bizigomático da face transversal máxima de 160 mm e índice facial de Broca
53.12. Quanto ao nariz, reto, romboide e com ápice espesso, com a
impressão de óculos mantidos no dorso, possui altura máxima de 37
milímetros. O índice nasal transversal é 74. Uma mesorrina
franca. Lábios finos, a largura da boca medindo 37 mm. Abóbada
palatina ogival. Dentes pequenos, inclusive no grupo
microdontia. Orelhas assimétricas com uma desigualdade manifesta no desenvolvimento
de partes semelhantes - a orelha de Blainville. O comprimento da orelha
direita atinge 65 milímetros. A largura da orelha direita é de 40
milímetros. O comprimento da orelha esquerda é de 53
milímetros. Índice de orelha de Topinard, levando em consideração as
dimensões da orelha direita, 165. Existe uma pigmentação arredondada
escura na região masseterica direita da face, medindo três milímetros de
diâmetro, um nevo congênito. O olho direito tem um leucoma, tingindo
toda a córnea. Em resumo, embora alguns estigmas físicos estejam
presentes na cabeça de Lampião, não encontramos um paralelo rigoroso entre os
caracteres somáticos da degeneração revelados por este exemplo de um
criminoso célebre. Assim, observamos como índices físicos de degeneração
apenas as anomalias das orelhas, denunciadas por uma assimetria chocante,
abóbada palatina oval e microdontia. Faltavam as deformidades cranianas,
o prognatismo da mandíbula e outros sinais aos quais Lombroso emprestava
tanto na caracterização do criminoso nato. Não obstante,
- (s.) Dr. José Lages Filho, Médico Forense Policial ”.
Análises frenológicas pós-morte de bandidos
também não eram inéditas. Por exemplo, a Dra. Nina Rodrigues
(1862-1906), Professora de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Bahia e
defensora do positivismo naturalista e da Escola Lombrosiana, realizou
autópsias em alguns bandidos 4 , 5 . Ele também examinou o chefe
de Antônio Conselheiro (1830-1897), o líder mestiço da chamada Guerra de
Canudos, cujo corpo foi retirado da sepultura duas semanas após seu enterro. Curiosamente,
Rodrigues considerou a cabeça normal (não foram encontradas anomalias
degeneradas) 4 , 5 .
Conforme declarado por Lages, a autópsia limitada
foi uma tentativa de determinar se a cabeça e o rosto de Lampião exibiam os
traços característicos de criminosos inatos ( reo nato, na
terminologia de Ferri), conforme descrito por Cesare Lombroso. Esse
influente psiquiatra ( Figura 2 B) foi pioneiro em Psiquiatria
Forense e pai, juntamente com Raffaele Garofalo (18511934) e Enrico Ferri
(1856-1929), da doutrina conhecida como Antropologia Criminal. Essa era
uma metodologia empiricamente baseada em criminosos. Contradizia a visão
metafísica então dominante da criminalidade e classificou os criminosos em
diferentes grupos, incluindo criminosos inatos, ocasionais e apaixonados,
epiléticos criminais e imbecis morais .. Com base em estudos de autópsia
realizados em hospitais, asilos e penitenciárias, Lombroso concluiu, por
exemplo, que a fossa occipital de criminosos italianos famosos, como o ladrão
calabrês Villela, estava mais próxima dos primatas superiores do que dos humanos.
Segundo Lombroso, aspectos considerados típicos
do caráter criminoso ( estigmas ) representavam uma espécie
de atavismo - regressão ou degeneração para um tipo humano mais primitivo -
que poderia, por exemplo, ser causado por epilepsia, uma condição do sistema
nervoso que levou à sua degeneração 6 , 7 . Essas características
incluíam características antropométricas e frenológicas / fisionômicas, como
comprimento de braços e pernas, assimetria facial e inchaços no calvário, mas
também marcas físicas, como tatuagens e características psicológicas, que
hoje em dia provavelmente seriam consideradas indicativas de transtornos de
personalidade ( Quadro 2 ).
Traços
físicos característicos de criminosos inatos de acordo com Cesare
Lombroso 6 , 7 . Algumas dessas
características indicaram propensão a crimes específicos, incluindo estupro,
assassinato etc. Também foram avaliadas características fisiológicas (por
exemplo, sensibilidade reduzida à dor) e características psicológicas
(vaidade, infantilidade etc.).
·
Cabeça pequena, mas rosto
grande
·
Solavancos na cabeça, na parte
de trás da cabeça e ao redor da orelha
·
Rugas na testa e no rosto
·
Testa inclinada
·
Cavidades grandes do seio ou
face acidentada
·
Orelhas grandes e salientes
·
Barba escassa e queda de cabelo
·
Sobrancelhas grossas, tendendo
a encontrar-se através do nariz
·
Nariz bicudo (para cima ou para
baixo) ou nariz achatado
·
Queixo saliente
·
Maçãs do rosto altas
·
Incisivos poderosos, dentes
anormais
·
Lábios finos (e outras
características femininas encontradas em estupradores)
·
Cabelos desgrenhados
·
Pescoço fino
·
Braços longos
·
Tatuagens no corpo,
especialmente nas costas e nos órgãos genitais
·
Canhoto
·
Olhar indescritível (em
ladrões)
·
Olhar firme e vitrificado (em
assassinos)
·
Em mulheres criminosas,
masculinidade nos traços faciais e na voz, excesso de pêlos no corpo,
verrugas, mamilos pequenos ou muito grandes
O trabalho mais influente de Lombroso - L'uomo
delinquente - foi publicado em 1876 6 e logo foi traduzido para vários
idiomas. Seu sistema - inspirado no positivismo - foi amplamente adotado
na Europa e em outros países, inclusive no Brasil.
A doutrina lombrosiana era, no entanto, cheia de
preconceitos - contra mulheres, canhotos, profissionais do sexo etc.
Obviamente, a maioria dos epiléticos nunca comete nenhum crime. Além
disso, a maioria das tribos primitivas ( selvagens segundo
Lombroso) tem baixas taxas de criminalidade; e indivíduos normais podem
exibir qualquer um dos estigmas . As teorias de
Lombroso foram baseadas em observações clínicas e em um grande número de
medidas antropométricas post-mortem, mas foram desafiadas por análises
estatísticas posteriores. Isso foi usado para criticar a abordagem de
Lombroso e fortalecer uma visão oposta da criminalidade que enfatizava a
importância dos determinantes da sociedade 8 . Essa nova abordagem acabou
substituindo a visão de Lombroso, especialmente após a Segunda Guerra
Mundial.
Lombroso não negou que fatores exógenos pudessem
influenciar as atitudes humanas. Eventualmente, ele passou a reconhecer
a complexa interação entre predisposição constitucional e fatores sociais /
precipitantes que levam à criminalidade, mas ele achava que essas últimas
influências agiam apenas como desencadeadores dos fatores endógenos 7 .
Mais tarde, Lombroso estudou mediunidade e passou
a acreditar no espiritualismo. Sua filha Gina Ferrero sugeriu, no
entanto, que esse último interesse poderia estar relacionado ao aparecimento
gradual de demência - “aterosclerose” 9 .
Como afirma Lages Filho, muitos sinais físicos de
degeneração lombrosiana (prognatismo, deformidades cranianas etc.) estavam
ausentes em Lampião. Apesar disso, afirmou que os dados anatômicos e
antropométricos sugeriam uma apreciação da "natureza delinqüente"
do famoso criminoso. Isso destaca o quanto as idéias de Lombroso eram
valiosas na época.
Várias doutrinas relacionadas coexistiram ou
seguiram a antropologia criminal, incluindo frenologia, darwinismo social e
eugenia. Essas teorias influenciaram fortemente a medicina e a política
durante a primeira metade do século XX , mas
acabaram perdendo força, principalmente após a Segunda Guerra
Mundial. Apesar disso, os princípios gerais por trás dessas idéias de
alguma forma sobrevivem hoje. Os médicos ainda estão buscando traços
biológicos subjacentes à predisposição ao mau comportamento e ao crime,
adicionando frequentemente argumentos genéticos e neurocientíficos ao campo
controverso 10 . O júri das teorias do
determinismo biológico, no entanto, ainda está de fora.
AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem à Sra. Solange Berard Lages
Chalita por destacar as principais realizações de seu pai, Dr. José Lages
Filho, em uma entrevista amigável; e ao Dr. Sérgio Telles Ribeiro Filho
pela edição em inglês.
REFERÊNCIAS
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M. Bandoleiros das Catingas. Rio de Janeiro: Francisco Alves; 1988.
[ Links ]
2. Canuto
A. Faculdade de Medicina de Alagoas: história de luta e
esperança. Maceió: UFAL; 2006. [ Links ]
3. Tenório
DA. A tragédia do populismo: o impeachment de Muniz Falcão. 2nd
ed. Maceió: Edufal; 2007. Raïzes do conflito: uma violência
política em Alagoas; p. 85-110. [ Links ]
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FP. Guerreiros do Sol: violência e banditismo no Nordeste do
Brasil. 5a ed. São Paulo: A Girafa; 2004. [ Links ]
5.
Rodrigues RN. Como coletividades anormaes. Rio de Janeiro:
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multidões; p. 50-77. [ Links ]
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Mulino; 2011. [ Links ]
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Shecaira, SS. Criminologia. 5a ed. São Paulo: Revista dos
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criminologia; 97-104. [ Links ]
8. Goring
C. O condenado inglês: um estudo estatístico. Londres: HMSO; 1913
[citado em 12 abr.2018]. Disponível em: https://archive.org/stream/englishconvictst00goriuoft/englishconvictst00goriuoft_djvu.txt [ Links ]
McCabe J.
(1920). Homens científicos e espiritualismo: análise de um
cético. Idade de vida. 1920 [citado em 8 de maio de 2018]. 12
de junho; 652-7 Disponível em: http://www.unz.com/print/LivingAge-1920jun12-00652 [ Links ]
10. Raine
A. A anatomia da violência: as raízes biológicas do crime. Nova York,
Livros Vintage; 2014. [ Links ]
Recebido: 21 de maio de 2018; Revisado: 18
de julho de 2018; Aceito: 16 de agosto de 2018
Correspondência: Charles André; Rua Visconde de Pirajá, 414 / sala 821; 22410-002
Rio de Janeiro RJ,
Brasil; Correio eletrónico : dr.charles.andre@gmail.com
Conflito de interesse: não há conflito de interesse a declarar.
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quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
A AUTÓPSIA DA CABEÇA DE LAMPIÃO
terça-feira, 4 de abril de 2023
Acadêmico ABLAC Raul Meneleu Patrono Câmara Cascudo
Raul Meneleu Mascarenhas dos Santos
Cadeira 07 da ABLAC
Patrono Câmara Cascudo
Nascido em Fortaleza, Ceará em 19/03/1951, brasileiro,
casado, aposentado da Petrobras, residente na cidade de Aracaju, Sergipe. Fui
chamado de Raul por meu pai Francisco Meneleu. O nome origina-se de um grande
amigo dele. A honra me foi dada. Nasci no dia de São José, 19 de março de 1951
quando o nordestino do sertão aguarda que chova e até hoje penso que esse
deveria ter sido meu nome. Gostaria de ter sido chamado de José.
Zé é a maior honraria para um cristão ser chamado tanto no
lar, no trabalho, quanto no grupo de amigos. Zé é o pai de Jesus, que agora
entidade de luz zela pela humanidade. E Zé era marido de dona Maria que teve o
privilégio de conceber o filho amado de Deus.
Minha mãezinha tinha o nome dela. Quanto privilégio tenho!
Mas se não sou Zé, pelo menos minha mãezinha se lembrou de dar esse benigno
nome a seu último rebento, José.
Somos descendentes de Deus, não somos? E Deus não nos fez à
sua imagem? Taí. na Sua Palavra Sagrada, registrada por homens inspirados pelo
poder de seu Espírito. Com o tempo, foram nascendo homens e mulheres até
chegarem lá pelo Rio Grande do Norte, onde as famílias Câmara, Jácome e
Mascarenhas oriundos de terras portuguesas e espanholas, foram juntadas em
miscigenação.
Minha genealogia, feita por meu tio-avô Sebastião Jácome da
Câmara, nascido em 20 de janeiro de 1896, escrita de seu punho em 22 de agosto
de 1926, relaciona seus pais, Benvenuto Jácome e Dona Izolina Maria da Câmara
Jácome e seus irmãos e irmãs, entre eles minha avó da parte de mãe.
Meu avô parte de mãe, chamava-se FRANCISCO DE ASSIS
MASCARENHAS FILHO, filho de Francisco de Assis Mascarenhas e Rosa Verbolina de
Carvalho. Minha avó chamava-se MARIA ALBERTINA DA CÂMARA JÁCOME, filha do
Coronel Benvenuto Jácome e Isolina Maria da Câmara Jácome, citados acima.
Já pela parte de pai, corre um pouco de sangue Holandês,
que historiadores registram tal domínio na Capitania de Pernambuco – da qual
fazia parte o Rio Grande do Norte – entre 1630-1654.
Sou nascido da mudança de meus pais, de Mossoró para a
cidade de Fortaleza de Nossa Senhora D'Assunção, no Ceará. Veja que privilégio?
Nasci e fui criado na capital Alencarina. Menino correndo
pela praia de Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel e frequentando as Missas do
Seminário da Prainha, onde fiz Catecismo onde queria ser padre, onde meu Padim
Cícero Romão Batista estudou. Né privilégio?
Sempre fui um curioso aventureiro. Deixei de lado uma bela
carreira que me era incutida por meu saudoso pai e amigo e fui correr o mundo.
O mundo é que é uma escola. Mas depois de conhecer muitas partes da terra, que
sonhava por os pés, aos 30 anos de idade, na cidade do Salvador – BA. Resolvi
que tinha de começar a ganhar dinheiro. Já casado, vi que o mundo para ser
conquistado teria que fazer muitos esforços. Orientado por um amigo, fiz
concurso público e entrei em uma das empresas da Petrobras. Troquei o anel de
doutor por uma profissão que me deu o direito de continuar a fazer aventuras.
Enfrentei ondas descomunais no campo de petróleo da Bacia de Campos, navegando
entre plataformas em pequenos barcos Rebocadores. Voando em helicópteros mar
adentro para pousar em enormes navios e plataformas fundeados a 1.200 metros de
lâmina d’água. Passei meus anos de vida profissional ativamente e agora estou
aposentado. Doido por aventuras continua a viajar pelo mundo. E se o bom Deus
do Céu quiser me ajudar mais, aceitarei de bom grado a plenitude de a idade
chegar e apenas me lembrar das coisas boas que a vida me deu.
Um Pouco do meu aprendizado:
RAUL MENELEU tem Formação TÉCNICO
INDUSTRIAL com Habilitação Profissional TÉCNICO DE MECÂNICA Habilitado na
PETROBRAS como TÉCNICO DE MANUTENÇÃO nível Superior registrado no CONSELHO
REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA – CREA-10439 exercendo
capacidade para Detalhar, programar, executar e orientar tecnicamente tarefas
de manutenção, de modo permanente, empregando métodos e ferramental adequados;
Elaborar estudos e análises técnicas; Exercer a fiscalização técnica,
administrativa e gerencial dos contratos de serviços. Elaborar instruções e
procedimentos técnicos; Treinar os Mecânicos Especializados, Caldeireiros
Especializados, Eletricistas Especializados, Soldadores Especializados,
Oficiais de Manutenção Civil especializado e os Técnicos de Instrumentação nos
diferentes postos de trabalho; Executar
atividades facilitadoras ou necessárias à execução de suas tarefas principais;
Assessorar na elaboração de projetos de melhoria de equipamentos e instalação;
Operar instalações e equipamentos segundo padrões técnicos e normas
operacionais. Com Conhecimentos de informática e inglês. Com trabalhos
realizados em Gerenciamento de Planejamento de Projetos na
UN-SEAL/ATP-SM/CONSTRUÇÃO E MONTAGEM no Polo ATALAIA/SERGIPE; Planejamento
executivo do projeto do Laboratório de Petróleo e Gás da Universidade Federal
de Sergipe em Janeiro; Apoio logístico de construção e montagem de obras e
contratos voltados às plataformas marítimas do Polo Atalaia-Aracaju;
Delineamento e planejamento de na unidade FAFEN da Petrobras nos anos de 1988,
1992, 1994 e 1996 variando entre 6.000 a 12.000 tarefas; Delineamento e
planejamento cotidiano de manutenções preventivas, preditivas e corretivas na
unidade FAFEN da Petrobrás nas unidades de fabricação de amônia e ureia;
Fiscalização de equipes de PULL-IN e PULL-OUT nas unidades de produção da Bacia
de Campos; Fiscalização de construções, montagens e manutenções corretivas da
unidade de produção da Bacia de Campos plataforma navio P-33; Fiscalização de
construções, montagens e manutenções corretivas da unidade de produção da Bacia
de Campos plataforma P-27; Fiscalização de construções, montagens e manutenções
corretivas da unidade de produção da Bacia de Campos plataforma P-26; Gerenciamento
de duas paradas de produção da unidade de produção da Bacia de Campos
plataforma P-19; Gerenciamento de
duas paradas de produção da unidade de produção da Bacia de Campos plataforma
P-26.
CURSOS EFETUADOS na área
Gerencial/Supervisão
GERENCIAMENTO DE DESEMPENHO: DS-BÁSICO - DIMENSÃO PESSOA;
SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL; DESENVOLVIMENTO DE EQUIPE; PESQUISANDO AS
DIRETRIZES DE GESTÃO; SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO; SEGUNDA SEÇÃO TÉCNICA DE
GERENCIA DE PROJETO DA UN-BC/ATP-MRL/ISUP; IV SEMINÁRIO DE GERÊNCIA DE PROJETOS
DA UN-BC/ATP-MRL/ISUP; ORÇAMENTAÇÃO; REENGENHARIA HUMANA; FORTALECIMENTO DE
EQUIPE E COORDENAÇÃO; OBTENÇÃO E APRIMORAMENTO DA QUALIDADE ATRAVÉS DA
MOTIVAÇÃO DAS PESSOAS; ENGENHARIA DE CONFIABILIDADE E SEGURANÇA;
DESENVOLVIMENTO DE SUPERVISORES.
CURSOS na área técnica:
BÁSICO DE POLÍMEROS; NR-13; BÁSICO DE CORROSÃO; ULTRASSOM
AUTOMATIZADO; TRAÇADO DE CALDEIRARIA; TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS – MONTAGEM;
PROCESSO DAS UNIDADES INDUSTRIAIS (AMÔNIA); LUBRIFICANTES E LUBRIFICAÇÃO;
TURBINAS A VAPOR I e II; INSTRUTOR DE TREINAMENTO OPERACIONAL; INTRODUÇÃO A
HIDRÁULICA; TECNOLOGIA DE ROLAMENTOS; INTRODUÇÃO À INSTRUMENTAÇÃO PNEUMÁTICA;
ORGANIZAÇÃO E MÉTODOS.
CURSOS na área de informática,
planejamento e projetos:
TÉCNICAS DE PLANEJAMENTO DE MICROSOFT PROJECT; PLANEJAMENTO
DE MANUTENÇÃO; CONSCIENTIZAÇÃO PARA A QUALIDADE TOTAL; SISTEMA DA QUALIDADE;
PLANEJAMENTO E CONTROLE DE PRODUÇÃO NA MANUTENÇÃO; PLANEJAMENTO DA MANUTENÇÃO;
SISTEMA DE MATERIAIS; PROGRAMAÇÃO E CONTROLE DE MANUTENÇÃO; INSTRUTOR DE
TREINAMENTO OPERACIONAL; PESQUISANDO DOCUMENTOS NO SINDOTEC; VISUAL BASIC
AVANÇADO COM UTILIZAÇÃO DO RDB/VMS ATRAVÉS DO ODBC EM REDE PATHWORKS; VISUAL
BASIC E UTILIZAÇÃO DO RDB/VMS ATRAVÉS DO ODBC EM AMBIENTE DE REDES PATHWORKS;
MICROSOFT PROJECT (4.0) RECURSOS AVANÇADOS; EXCEL AVANÇADO EM AMBIENTE DE REDES
PATHWORKS E ACESSO AO VMS VIA ODBC; ACCESS AVANÇADO EM AMBIENTE DE REDES
PATHWORKS E ACESSO AO RDB/VMS VIA ODBC; EXCEL EM AMBIENTE DE REDES PATHWORKS E
ACESSO AO RDB/VMS VIA ODBC; INTRODUÇÃO AO TEAMLINKS; ACCESS EM AMBIENTE DE
REDES PATH WORKS; MODELAGEM DE DADOS; EXCEL BÁSICO; WORD FOR WINDOWS; WINDOWS
BÁSICO; SUPER PROJECT EXPERT - RECURSOS BÁSICOS E TÉCNICAS AVANÇADAS; ORGANIZAÇÃO
E MÉTODOS.
Com cursos na Área de Segurança e Saúde Ocupacional:
PROJETO SURVIVAL – Técnicas de Sobrevivência Pessoal e
Proficiência em Embarcação de Sobrevivência, Embarcação de Salvamento,
Embarcação Rápida de Salvamento; PRIMEIROS SOCORROS; EDUCAÇÃO AMBIENTAL;
RECICLAGEM EM COMBATE A INCÊNDIO; SMS – SENSIBILIZAÇÃO; MAPEAMENTO DE RISCO;
CURSO PARA COMPONENTES DA CIPA; PRIMEIROS SOCORROS; SEGURANÇA BÁSICA.
Apresentação do Patrono Câmara Cascudo – Cadeira 7
Perguntaram-me:
Por que escolheste Câmara
Cascuda para ser o teu Patrono da Academia Brasileira de Letras e artes do
Cangaço?
Sei o porquê da pergunta
de meus amigos. Respondo que, foi o maior folclorista que o país tem em sua
história. E também porque sou membro da família, já que sou descendente também
dos Câmara do Rio Grande do Norte. Seus
pensamentos políticos não podem prevalecer sobre a cultura e contribuição
histórica.
Câmara Cascudo foi
monarquista nas primeiras décadas do século XX e durante a década de 1930
combateu a crescente influência marxista no Brasil. Também combateu, em parte,
sob a impressão causada pela assim chamada Intentona Comunista de 1935, quando
Natal foi palco e sede da primeira tentativa de um governo fundado nas ideias
marxistas da América Latina, e meu querido Amigo e Pai FRANCISCO MENELEU DOS
SANTOS, com a idade de 18 anos tomou parte por paginar o jornal da revolução A LIBERDADE
e por conta disso, ficou preso por 6,5 anos.
Como pôde o filho do
comunista escolher Cascudo que aderiu ao integralismo brasileiro e foi membro
destacado e Chefe Regional da Ação Integralista Brasileira, o movimento nacionalista
encabeçado por Plínio Salgado?
Respondo novamente com a
palavra CULTURA.
Posso também dizer que
ele desencantou-se rapidamente com o Integralismo, tal como outro famoso
ex-integralista, Dom Hélder Câmara, que sempre admirei.
Assim como Dom Hélder,
Câmara Cascudo mesmo fiel ao seu pensamento anticomunista, no Golpe Militar de
1964, protegeu e ajudou diversos potiguares perseguidos pelos militares.
Na minha experiência de
vida não comporta mais ideologia, nem fé religiosa, nem lado, a não ser querer
que sejamos e estejamos em uma sociedade onde não existam desníveis
estupidamente altos.
O Patrono da Cadeira
Sete da ABLAC Luís da Câmara Cascudo, foi um historiador, antropólogo, advogado
e jornalista brasileiro. Passou toda a sua vida em Natal, capital do Rio Grande
do Norte, onde nasceu em 30 de dezembro de 1898 e veio a faleceu em 30 de julho
de 1986 (87 anos). Dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor da
Faculdade de Direito de Natal, hoje Curso de Direito da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte (UFRN), cujo Instituto de Antropologia leva seu nome.
Pesquisador das manifestações culturais brasileiras deixou uma extensa obra,
inclusive o Dicionário do Folclore Brasileiro.
OBRAS DO ACADÊMICO RAUL MENELEU MASCARENHAS DOS SANTOS
QUADRANTE 45 - Uma história no tempo. Romance de ficção
envolvendo um retorno ao passado por um casal de Paleontólogos que encontram
Lampião e seu bando na Grota do Angico, local em que foram mortos. |
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O OCASO DO CANGAÇO Como Avoantes
dormindo, foram mortos. Comentários de jornais
da época. |
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CANGACEIROS ENVULTADOS Histórias da tradição
oral sertaneja a respeito dos encantamentos atribuídos aos cangaceiros e
principalmente das façanhas de Lampião envolvendo o tema. |
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CRÔNICAS DO CANGAÇO A vida é efêmera e
todos nós sabemos disso. Acontece conosco aquilo que o velho adágio popular
diz: “Quem planta ventos, colhe tempestade" e outro que diz
"Colhemos o que plantamos". Isso aconteceu com Lampião. |
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A GUERRA DE CANUDOS Quando os soldados se
reuniram em Monte Santo, segundo Euclides da Cunha, a
cidade tomou ares de festa. Barracas militares, centenas de forasteiros:
"Tudo aquilo era uma novidade estupenda". |
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O CANGAÇO Aventuras na História.
- Coletânea de reportagens da imprensa e artigos. |
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DIMENSÕES – POESIAS - Coletânea de poemas de amigos. As poesias incrustadas
no livro, vem recheado com menções políticas, amor às mulheres, descaso com o
sertanejo e o descaso das autoridades. |
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HISTORINHAS KID Feito para minhas duas
netinhas Alícia e Laura, onde com historinhas infantis, realço a cidadania, a
educação, a família e o humanismo. |
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LAMPIÃO - Nordeste,
Coronéis, Capangas e Jagunços. No livro apresento dentro do assunto,
comentários e textos dos autores indicados na bibliografia e narro partes de
minhas pesquisas feitas em campo e reuniões anuais de historiadores e
escritores nos encontros da Confraria do Cariri Cangaço. |
https://www.youtube.com/channel/UCV3fKGLnhbKXG4xYniFlK6w
BLOG CAIÇARA DOS RIOS DOS VENTOS. Blog com mais de 500 artigos escritos em uma variedade de assuntos. Dentre estes cerca de 200 sobre o cangaço e questões do nordeste.
domingo, 26 de fevereiro de 2023
ESTATÍSTICA DOS PERSONAGENS DA SAGA CANGAÇO
sexta-feira, 12 de agosto de 2022
Grimório do Cangaço.
- Chefia... não é golpe! Acontece que nem o proprietário e nem ninguém sabe, a não ser eu, onde está esse livro. E outra, fui mandado ao senhor, pois o ex-cangaceiro que me mandou, disse-me que o amigo é pessoa de mente aberta.
- Boa tarde amigo! Disse o sujeito.
- Boa tarde senhor! Disse eu.
terça-feira, 1 de março de 2022
O Cangaceiro do bem
José Grosso
Entre as suas supostas diversas encarnações, teria vivido na Germânia como Johannes, quando teve muito poder e autoridade era místico, rígido e disciplinado. Desencarnou por volta do ano 751.
Reencarnou na Holanda e como Adido Diplomático conviveu com a classe alta holandesa e com a corte de Francisco I, rei da França. Segundo informações da espiritualidade, consta que Jair Soares (diretor mediúnico de núcleo espírita já desencarnado) foi o Rei Francisco I. Com essa informação, fica explicada a grande ligação entre os dois. Nesse período, José Grosso conquistou grandes amizades através de suas atividades diplomáticas.
No ano de 1896, em território brasileiro, nos recantos áridos do Ceará, em pequeno lugarejo próximo a Crato nasceu como José da Silva, tendo como pais Gerônimo e Francisca, pais de outros 8 filhos. No princípio da década de 1930, os rumores invadiram toda a vastidão do sofrido Nordeste. Miséria, seca, sofrimentos, falta de tudo nessa época alguns homens se apropriaram dos bens dos ricos para distribuí-los aos pobres, isso empolgou muito o coração de José da Silva que em seu íntimo sonhava, como de resto todos os sertanejos nordestinos, com uma terra de paz, sem fome e com a justiça amparando também os pobres e fracos. Essa turba de homens tinha como chefe Lampião. Animado por esses anseios, se integra ao grupo, por ocasião de sua passagem pela região de Orós (hoje município do estado do Ceará).
Mas, com a convivência com o bando, José da Silva, então conhecido como José Grosso, percebeu que eles extrapolavam nas suas aspirações. Em desacordo com as atitudes do grupo mudou seu comportamento, apesar de não delatar os companheiros de bando às autoridades policiais, passou a alertar as cidades que seriam invadidas para que as pessoas (especialmente mulheres e crianças) não fossem violentadas e assassinadas. Esse comportamento levou Lampião a perfurar-lhe os olhos com uma faca, vingando-se da traição sofrida. José Grosso perdido na mata com infecção generalizada desencarnou em 1936 aos 40 anos de idade sem ter notícia alguma de sete dos seus irmãos. Conhecia apenas o paradeiro de um único irmão, que hoje conhecemos como Palminha (também mentor espiritual da Fraternidade) – e que na época vivia o mesmo tipo de vida, mas pertencendo a outro grupo.
Afirma-se que após o seu desencarne esteve algum tempo vagando em cegueira no plano espiritual sendo amparado pelo espírito Nina Arueira. Ficou por longos anos sob a orientação do Espírito Sheilla e de Joseph Gleber, que tiveram vínculos com ele na Germânia, e também sob a orientação do Espírito Glacus.
Em 1949, acontece sua sua primeira manifestação no Centro Espírita Oriente e na casa de Jair Soares. Teria então afirmado ser “folha caída dos ventos do Norte”. Também levado por Scheilla e Joseph começou a manifestar-se no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, através de alguns médiuns principalmente através do extraordinário médium de efeitos físicos conhecido como Peixotinho (Francisco Peixoto Lins).
Desde então o Espírito José Grosso, o “cangaceiro do bem”, vem cooperando em reuniões de efeitos físicos e também junto a vários movimentos espíritas integrando as hostes espirituais onde transitam outros espíritos benfazejos que viveram no sofrido.
Espírito de muito sentimento e muito amigo é dedicado orientador na FEIG como mentor espiritual da tarefa da Sopa e da Creche Irmão José Grosso, na Fundação Espírita Irmão Glacus
Adaptação de relato feito pelo médium Ênio Wendling em reunião mediúnica
Vejam essa mensagem dele no YouTube

















